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Relações Públicas não é só “Clube da Luluzinha”

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Já fui indagado diversas vezes quando questionado por qual curso optei estudar na universidade. “Mas isso não é só para mulheres?”, perguntam. Primeiro: “isso” é a vovozinha. O que tu chamas de “isso” é um curso, meu amigo, assim como todos os outros. Segundo: Relações Públicas não é somente para mulheres. E digo mais: tem que ser muito macho para contornar e superar situações cotidianas da vida de um RP.

Obviamente, não serei hipócrita em dizer e assumir que, geralmente, o perfil dos Relações Públicas identifica-se mais com as mulheres. Algumas atividades realizadas pelas profissionais da área não surtiriam tanto efeito se fossem postas em prática por homens, nem pegariam bem para a imagem da instituição contratante. O que quero dizer é que, mesmo de forma reduzida, os homens também são muito importantes no processo de solidificação da profissão, pois consolidam, com sua credibilidade e posicionamento estratégico, a imagem da s Relações Públicas no Brasil.


Existe um leque imenso de possibilidades para atuação dos homens na área. Assessoria de imprensa, lobby, gerenciamento de crises, áreas do marketing em geral (em especial o esportivo), gestão organizacional/empresarial, entre outras, se identificam com o perfil masculino pelo cunho estratégico que exercem dentro das instituições. Sabidamente, na área de RP, os homens preferem exercer cargos que sejam menos operacionais e mais ardilosos, condizendo, muitas vezes, com suas preferências pessoais. Isso não é unanimemente estipulado, porém, na maioria dos casos, torna-se realidade dentro das organizações.


Sendo assim, o profissional do sexo masculino consegue gerar frutos mais qualificados para sua empresa, atendendo às expectativas a si depositadas. Além de força física, o papel do homem neste processo se deve à credibilidade dos profissionais com postura e ética reproduzidas em seu trabalho, trazendo diversos pontos positivos para a organização. Os resultados são importantes demandas, campanhas, ações e/ou movimentos na busca pelo bom relacionamento com o público de interesse, tanto masculino quanto feminino.


A paixão pela profissão faz com que homens e mulheres se entendam e se completem, ressaltando e tendo consciência dos próprios defeitos, qualidades e potencialidades. Assim, as atividades propostas poderão ser muito melhor geridas, tanto pelo “Clube do Bolinha” quanto pelo “Clube da Luluzinha”. No caso, cabe melhor um “Clube dos RP’s”, não acham?

Apostando no futuro

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Hoje trazemos o texto da aluna Tamara Arend de Freitas, da disciplina de Oficina de Redação em RP III.

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Quem nunca ouviu a expressão “a prática leva à perfeição”? Se leva mesmo à perfeição eu não sei, mas que nos dá um grande conhecimento sobre o que praticamos, disso não tenho dúvidas. E quando essa prática vem associada aos aprendizados durante a graduação, esse conhecimento adquirido pode se tornar uma “carta na manga” futuramente.

Praticar tudo o que é estudado teoricamente, ainda na graduação, é a chance de aprender sem ter medo de errar. Ter uma noção prática das atividades da profissão antes de realizá-las, futuramente, no mercado de trabalho é uma segurança a mais, tanto para o profissional quanto para a empresa ou entidade para a qual está prestando o serviço, pois ambos sentem que o profissional é capaz de fazer a tarefa que, para ele, já não é novidade.

Para nós, Relações Públicas, essa noção prática é de suma importância. Por mais que se leia sobre o assunto, só na prática podemos saber realmente como são os imprevistos e a correria de um evento, como é complicado gerenciar uma crise, como é complexo lidar com relacionamentos, enfim, tudo que envolve nossa profissão carece de uma prática para ser realmente entendida.

É uma pena, porém, que, em muitas universidades, disciplinas práticas apareçam pouco nas grades curriculares dos cursos de Relações Públicas. Disciplinas como essas deveriam ser maioria e não minoria, como são em muitas instituições. Sorte ter lugares onde essa prática pode ser vivida ao longo da graduação, como é o caso das agências experimentais, que muitos cursos de comunicação oferecem para seus acadêmicos. Nelas, podemos vivenciar o dia-a-dia da profissão, realizando, desde cedo, atividades relacionadas com o nosso futuro profissional, agregando currículo e conhecimento ao longo dos semestres.

Seja em Relações Públicas ou em qualquer outra profissão, o conhecimento prático pode ser um grande diferencial para o profissional que está entrando no mercado de trabalho. Saber o que fazer, como fazer, quando e porquê fazer é uma vantagem, ainda mais em início de carreira. Apostar na prática não é só apostar em aprender logo, é apostar no seu futuro, é apostar em você.

Gerenciando conflitos e a Teoria dos Conjuntos

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Sempre estudamos na faculdade o tal poder que as relações públicas tem de gerenciar conflitos. O nome é lindo e funciona muito bem na teoria. Na prática, haja jogo de cintura!

O que é gerenciar conflito em relações públicas? No meu caso, enquanto relações públicas da Adega de Ideias, isto quer dizer: o meu cliente quer uma coisa (x), o meu parceiro quer outra coisa (y) e os dois, por sua vez, querem vender mais ($).

Como intermediar estes interesses que almejam o mesmo resultado, mas por caminhos diferentes? Aí é o que eu sempre digo: o RP atua quase que como o advogado da empresa! Briga, defende e se alicerça numa verdade para manter o cliente bem posicionado no mercado.

A nossa profissão é uma verdadeira arte! De saber ouvir os dois lados, (sim, porque cada um está correto dentro do seu cenário) de saber o que dizer, COMO dizer, e o mais difícil, quais os argumentos que realmente irão funcionar numa negociação estratégica.

Pois bem, o que eu tento usar aqui na Adega e muito também na minha vida pessoal é o bom senso, a diplomacia, a elegância e a gentileza. Nem sempre é possível, claro, somos humanos e também estamos sensíveis a variações de humor (leia-se TPM inclusive) e tudo mais, mas tento! Tento ouvir os lados e pensar que cada um está certo dentro de suas verdades, e isso é o mais bacana da história. Entender que cada lado tem a sua razão e encontrar uma brecha no meio do jogo, como na teoria dos conjuntos na Matemática: sempre se tem pontos em comum!

Promoção 1 ano de blog uniRP!

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Olá pessoal!

Como todos sabem, a data que consideramos oficial do início do uniRP é dia 19 de abril de 2010, quando lançamos a reestruturação do blog, e demos continuidade com força total.

Por isso, é com muita alegria que logo logo, dia 19 de abril de 2011, iremos comemorar 1 ano de blog uniRP!

Mas seguindo aquele ' velho clichê' - o aniversário é nosso mas quem ganha o presente é você! - o blog, em parceria com a Editora Novatec, trouxe DUAS promoções para vocês! Isso mesmo, DUAS! :D

A primeira é o sorteio do livro Marketing Estratégico e Competitividade Empresarial, que faremos via twitter. Como de costume, para participar é só dar um RT básico na mensagem:

"Para comemorar 1 ano do @blogunirp, quero ganhar o livro que a @novateceditora e o blog estão sorteando http://kingo.to/xyw"

Só não esqueça que, como faremos o sorteio via Sorteie.me, o perfil deve estar seguindo o nosso twitter.


A segunda promoção é para todos os leitores do blog. Basta digitar o código 1ANOBLOGUNIRP em qualquer compra no site da Novatec para ganhar 20% de desconto!


As promoções são válidas até dia 18 de abril, quando sortearemos o vencedor do livro, sendo divulgado no dia 19 de abril, data oficial do aniversário do blog, juntamente com post especial.


Também estamos abertas à receber depoimentos, críticas, sugestões, elogios, dicas e tudo mais, nos comentários aqui do post! Tudo que recebermos entrará também no post especial de 1 ano.


Partipem!

Parabéns, Adega de Ideias!

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Hoje, dia 29 de março, a Adega de Ideias completa 1 aninho de vida!

Pra quem não sabe, a Adega é a primeira (e única) agência de Relações Públicas de Santa Cruz do Sul. Foi fundada pelas sócias RP's Roberta Souza e Silva e Juliana Molz, e hoje em dia também conta com uma estagiária - eu!

Algumas coisas que vou dizer podem parecer 'suspeitas', porque eu trabalho lá. Mas não. Antes de eu me tornar estagiária da Adega, eu era (e ainda sou, claro) a maior fã e admiradora! Tanto da ótima iniciativa que as gurias tiveram, a de representar a profissão em Santa Cruz, como também pelo ótimo trabalho que elas executavam e eu ficava sabendo.

Hoje em dia, posso dizer o quão me sinto honrada de fazer parte da equipe Adega de Ideias, e poder ver crescer, amadurecer e tomar forma o reconhecimento da atividade da área de RP, e também do trabalho realizado pela agência, especificamente, aqui na cidade!

Abaixo, o que a Adega realiza:



Aí também podemos incluir a parte de mídias sociais dos clientes (e da agência também), que é a parte que eu cuido, e um dos motivos pelo qual fui pra lá.

Para o ano de 2011, temos muitos planos a concretizar. Estamos com uma parceria com a turma de Oficina de Redação em RP III, com a Prof. Liza, no qual os alunos produzirão textos que posteriormente farão parte do projeto de Responsabilidade Social da Adega, além da divulgação da agência e parceria em geral. Teremos o blog, que em breve irá ao ar (porém, já estamos no twitter e no facebook!). Meu Projeto Experimental desse semestre, que será algo pra Adega, que objetiva divulgar a área de comunicação como um todo em Santa Cruz do Sul, além da agência especificamente e dos parceiros desse projeto! Também o projeto da Roberta, que está como colunista do caderno Sustentabilidade do Jornal Gazeta do Sul, que inclusive teve estreia hoje! E claro, muitos outros projetos, ideias e empreitadas que ainda iremos realizar nesse ano de 2011, que promete!

Bom, em meu nome, quero agradecer às gurias, Beta e Ju, pela confiança, liberdade e carinh0, além do indescritível e impagável aprendizado que tenho com vocês, grandes exemplos de profissionais de Relações Públicas!

E, em nome da Adega, quero agradecer a todos que acompanham e acreditam na agência - amigos, parceiros, clientes, fornecedores! E também a todos que deram as felicitações no dia de hoje, via twitter e facebook.

Parabéns, Adega de Ideias!!!!

Regulamentação do profissional de Marketing pode afetar o profissional de RP?

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Vamos iniciar os trabalhos como colaboradora do blog trazendo um assunto que pode ser pertinente a muitos estudantes e profissionais de Relações Públicas.

O ano de 2011 se inicia com mudanças no nosso cenário político (mulheres no comando!) e é importante ficarmos de olho para ver o que os nossos representantes estão fazendo por nós. Está tramitando no Congresso desde 2007 um projeto de lei do Deputado Felipe Bornier PHS/RJ que visa regulamentar o exercício do profissional de Marketing.

Pois bem, sabemos que muitos profissionais de Relações Públicas, além de publicitários, jornalistas e de outras áreas, atuam na área do marketing, que, aliás, é multidisciplinar. Esse PL é polêmico, uma vez que delimita a denominação de profissional do marketing somente a quem possui diploma de curso superior em Marketing reconhecido pelo Ministério da Educação, diploma de pós-graduação lato sensu em Marketing ou ainda quem possuir experiência comprovada de sete anos na área.

Ainda, no artigo 3º, sub-item 3.1, alínea “o” são citadas as ferramentas de trabalho que o profissional do Marketing poderá utilizar e, por incrível que pareça, há a ferramenta de Relações Públicas (vale lembrar que a nossa profissão é regulamentada pela lei n° 5.377/67), além de assessoria de imprensa, pesquisas qualitativa e quantitativa, internet, mala direta, entre outras. O curioso é que as Relações Públicas já estão habituadas a trabalhar com essas ferramentas, não é?

Vale destacar que o Conselho Federal de Profissionais de Relações Públicas – CONFERP está se posicionando contra o projeto de lei e eles ressaltam que a inclusão de Relações Públicas na regulamentação do profissional do Marketing é inconstitucional, uma vez que a nossa profissão já é regulamentada.

Cabe a nós, ficarmos atentos e ver o que acontece lá na Câmara dos Deputados.

Acho que vale a pena dar uma lida na integra do projeto de lei: aqui.

Retrospectiva 2010 - blog uniRP

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O blog uniRP de fato surgiu em dezembro de 2009, com esse post.

Porém, foi em 2010 que resolvemos levá-lo a sério mesmo, planejando uma reestruturação e colocando-a no ar, conforme explica esse post.

Por isso, consideramos que o ano de 2010 é que foi o ano definitivo do blog, visto que tivemos uma grande produção e, com isso, um grande crescimento, tanto de conteúdo, quanto de visibilidade por diversos lugares.

Saímos muitas semanas nos Melhores Posts de Relações Públicas da Semana, organizada pelo RP Pedro Baldurquino, o que nos orgulhou muito, e que nos deu força para seguir e frente!

Participamos de um concurso, fizemos post sobre Congresso, organizamos e cobrimos palestras, firmarmos parceria com o Curso de Comunicação Social da UNISC e com nossas professoras de Relações Públicas e suas turmas, além de termos recrutado um time de peso de colaboradoras que acompanharão o blog à partir de agora.

E, claro, umas das questões que mais foi importante para nós (Cintia e Juliana), foi nosso crescimento, tanto pessoal quanto profissional/acadêmico, pois fazer parte de um blog, ter o compromisso de pesquisar, estudar, ler e elaborar textos provoca um grande amadurecimento e desenvolvimento de todos os quesitos que nos envolvem, intelecto e pessoalmente.

Portanto, para nos despedirmos desse grande ano que foi 2010 para nós e para o uniRP, relacionamos abaixo alguns posts que tiveram destaque e foram importantes na construção da história do blog:


Perspectivas e apostas para a área de RP em 2010
O post de "reinauguração" veio com tudo, trazendo depoimentos de grandes profissionais, professores e acadêmicos sobre como seria o ano para a área de RP. Também foi o post de "inauguração" do blog na lista dos Melhores Posts de RP da Semana, no Horizonte RP (que agora já não está mais na ativa).

Sustentabilidade: o futuro é agora
Com esse post sobre sustentabilidade ambiental, participamos da promoção realizada por Rodrigo Cogo e o Mundo RP, e por Pedro Baldurquino com o Horizonte RP. Foi muito bacana abordar esse assunto, e acreditamos que fizemos um bom trabalho.

Marketing Social
Um tema sempre válido, ainda mais apoiado em um filme, onde traz práticas e vivências reais, o que colabora para uma maior absorção dessa realidade, embasando ainda mais o assunto.

O Profissional de Relações Públicas
Nossa primeira entrevista, feita com a RP Roberta Souza e Silva (atualmente, uma colaboradora do uniRP e uma das donas da primeira e única agência de Relações Públicas de Santa Cruz do Sul - a Adega de Ideias). Inaugurou o tema de entrevistas com profissionais, e teve muito êxito, visto que trazer experiências concretas e eficientes do que aprendemos de teoria na universidade sempre promove uma aceitação positiva.

Relações Públicas Comunitária
Um tema bem salutar, porém pouco debatido. É importante trazer esse outro campo onde os RP's podem atuar, que é o Terceiro Setor, tão necessitado de trabalhos de RP quanto qualquer outro.

Congresso Abrapcorp - dia 1 e 2
Com a participação de uma de nós (Juliana) nesse congresso, que aconteceu aqui pertinho, em Porto Alegre, postamos os aprendizados e experiências de cada dia, para que quem não pôde participar pudesse ter uma noção do que foi abordado no evento.

O profissional de Relações Públicas na área Política
Mais uma entrevista com profissional, agora com a RP Ilza do Canto, que também veio palestrar no nosso curso. Foi muito bacana saber sobre a experiência dela e o ótimo trabalho que ela desenvolve. Acrescentou muito para nós que estávamos fazendo RP Governamental na época.

Futebol e Relações Públicas
A época era de Copa do Mundo, mas não foi por esse motivo que trouxemos esse post. Tratou-se de uma descoberta, no mundo dos video-games, do trabalho da nossa área, o que acabou se revelando um ótimo aprendizado, visto que abordamos a profissão na atuação em clubes de futebol, um grande "campo" onde os profissionais de Relações Públicas podem exercer suas atividades.

O profissional de Relações Públicas na área Hospitalar

Mais uma entrevista com profissional, com Carine Nied, RP que atua no hospital da cidade, também mostrando um campo muito interessante e promissor para os profissionais da nossa área.

A campanha de Relações Públicas
Post que trouxe as experiências e impressões de uma campanha de RP realizada por alunos na cadeira de Campanha de RP na UNISC. Um aprendizado que acrescentou muitas coisas positivas, tanto em quem a realizou quanto em quem a recebeu... além de quem a leu, claro.

Sua "exigência" é uma ordem
Um assunto muito em voga em 2010, sobre as exigências das pessoas na hora de consumir. Além de ser um tema muito interessante, que cabe aos conhecimentos de RP, para que possam auxiliar as empresas onde atuam a entender e a se relacionar melhor com esse consumidor.

Projetos experimentais em Relações Públicas
Mais experiências acadêmicas que abordamos no uniRP. É muito importante trazer para conhecimento de todos as atuações de profissionais da nossa área, mas é igualmente importante trazer o que os futuros profissionais já estão fazendo, mostrando desde cedo a qualidade e a dedicação necessárias para uma grande carreira.

O futuro profissional de Relações Públicas
Como foi dito no comentário anterior, um post que traz a realidade de uma formanda em RP, uma futura profissional que já estava exercendo seus aprendizados, e tendo expectativa do que vinha pela frente.

Relações Públicas e Marketing
Um assunto que sempre vem à tona, grandes atuantes do mundo da comunicação, e que muitas vezes são confundidos, um sendo subordinado à outro e por aí vai. O post quis mostrar que o melhor mesmo é que ambos atuem juntos, contribuindo com as qualificações de cada um.

Valores. Simples assim!
Com o conhecimento e, consequentemente, com a exigência dos consumidores atualmente, cada vez mais alertas às práticas das empresas e suas marcas, os valores aparecem como protagonistas nessa relação tão tumultuada, mas necessária. Além disso, o texto embasa-se no recente livro de Kotler, onde ele aborda o Marketing 3.0, que trata das práticas do valores, indo ao encontro dos consumidores (humanos plenos - com mente, coração e espírito) e seus anseios.

O lugar certo para experimentar
Post que deu início à parceria do uniRP com a turma de Oficina de Redação em Relações Públicas II, que durou o semestre, ministrada pela Prof. Elizabeth Moreira. As alunas trazem suas experiências como bolsistas da Agência Experimental de Relações Públicas que fica no Curso de Comunicação Social da UNISC.

Mídia e interatividade: blogs corporativos
Outro texto da parceria citada acima, e até hoje um dos posts mais acessados no blog, semanalmente.

Relações Públicas no século XXI - Imagem Empresarial
Também um texto de alunas, na parceria com a disciplina de Oficina de Redação em Relações Públicas II, que aborda questões atuais, onde apresenta os desafios dos profissionais de RP no cenário globalizado e as exigências na atuação das empresas perante seus públicos.

Evolução e Comunicação
Um post bacana e diferente, que mostra o quanto o cenário da comunicação já mudou, e também aborda um pouco sobre a evolução que a nossa área já obteve acompanhando esse cenário de modificações.

Entre atos, política e Relações Públicas
Devido ao momento de eleições, um post que mostra um pouco do backstage de uma campanha eleitoral para presidência e seu planejamento, e como um Relações Públicas pode atuar nessa prática política.

OpineRP! e Meio ano de blog uniRP
Campanha e post, respectivamente, sobre meio ano de atuação do blog uniRP, que também tratou de abrir espaço para que os leitores pudessem enviar sugestões, críticas, elogios e dicas sobre como foi esse período, e como o blog poderia melhorar ainda mais.

A quarta-feira do relacionamento ON+OFF
Post falando como foi o dia 6 de outubro (uma quarta-feira) da SEACOM (Semana Acadêmica do Curso de Comunicação), onde as palestras e atividades foram organizadas pelo blog uniRP (Juliana), Midiatismo (Dennis) e Ocappuccino (Mateus). O tema era relacionamento ON+OFF, e trouxemos duas ótimas palestrantes, que abordaram sobre o assunto trazendo cases de sucesso das agências onde trabalham: Carolina Palma (W3Haus) e Maíra Rolim (BOCA).

Relações Públicas no auxílio ao RH
Post de alunos da disciplina Oficina de Redação em Relações Públicas II, que abordou sobre como nossa profissão pode auxiliar as empresas atuando no setor de gestão de pessoas ou Recursos Humanos.

Relações Públicas e as áreas da Comunicação
O texto fala sobre como as disputas entre jornalistas, publicitários e relações públicas devem ser deixadas para traz, pois a prática da comunicação de forma integrada, com todas essas áreas atuando em conjunto e colaborativamente, transforma o cenário mais estratégico e, consequentemente, mais eficaz.

O profissional de Relações Públicas
Entrevista com o RP Pedro Prochno (que comanda o blog Relações) e sua atuação nas Relações Governamentais, feita pelo acadêmico Gilberto Rodrigues, das Faculdades Integradas Rio Branco, que colaborou com o uniRP.

Construindo a Monografia
A monografia é uma etapa importantíssima, talvez a mais, que todos devemos passar se queremos conquistar o tão sonhado diploma. Nesse post, aborda-se as etapas e dá dicas das melhores maneiras de realizar a elaboração desse trabalho.

Nova equipe do blog uniRP
Manter um blog ativamente, semanalmente, com textos bem fundados torna-se uma tarefa difícil ao longo do tempo para apenas duas pessoas. Por isso, resolvemos montar um time com grandes futuras e já profissionais de Relações Públicas da nossa cidade/região e universidade. Nesse post, apresentamos então a nossa nova equipe, que irá atuar ao nosso lado no ano de 2011.

Entrevista com o profissional de Relações Públicas

Trouxemos uma entrevista com a RP Simone Ferreira, que veio abordar sua atuação na área cultural como RP da Fundacine. A entrevista foi muito válida, visto que mostrou uma área de atuação pouco explorada pelos RP's, mas que pode se tornar um grande campo em potencial.

Dia Nacional das Relações Públicas
E para fechar o ano de posts com chave de ouro, um post trazendo depoimentos de todas as integrantes do blog uniRP sobre a importância da nossa área e a importância que o dia 2 de dezembro tem para as Relações Públicas no Brasil, além de prestar uma pequena homenagem à essa profissão que todas amamos.



Então é isso pessoal, espero que tenham gostado.

E aproveitamos para
dizer que foi muito bom passar o ano de 2010 com todos que acompanharam e curtiram o blog com a gente, e que em 2011 a produção continue a mil, trazendo cada vez mais conteúdos e contribuições para nossa área, que é motivo de orgulho para todos nós!

Um ótimo Ano Novo para todos!


Abraços,
blog uniRP

Feliz Natal... Digital

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O ano de 2010 está chegando ao fim, mas nem por isso a correria diminui. Pelo contrário, parece que vivemos um ano inteiro dentro de apenas um mês, de tantos acontecimentos, prazos, festas, planejamentos para o próximo ano...enfim, acontece de tudo, e ao mesmo tempo!

O blog uniRP também está nessa onda, e não estamos conseguindo manter frequentes as atualizações, pois está todo mundo cheio de coisas (final do semestre, trabalhos e provas finais, entregas e apresentações de monografia)... fora o trabalho, que também tudo está a mil.

Mas logo logo esperamos voltar à ativa, e trazer posts recheados de informações sobre o mundo das Relações Públicas!

Enquanto isso, gostaríamos de deixar nossa mensagem de final de ano:

2010 foi um ano muito bacana, e gostaríamos de agradecer a todos que compareceram, visitaram, leram, comentaram, indicaram, seguiram, retwitaram o blog uniRP (e o twitter @blogunirp)! Sem vocês, o blog não estaria onde está hoje!

Então, pessoal...


Um Feliz Natal abençoado e cheio de alegrias para todos, e que o Ano Novo que se aproxima venha com muita inspiração, trazendo mais e mais conhecimentos e contribuições para a nossa querida área, tanto de Relações Públicas quanto da Comunicação em geral!




E pra entrar no clima natalino também no meio digital, abaixo segue o vídeo que tem sido muito visto e comentado nos últimos dias... A história do Natal Digital.



Beijo, gente!

Dia Nacional das Relações Públicas

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Dia 2 de dezembro - DIA NACIONAL DAS RELAÇÕES PÚBLICAS


Hoje é um dia de comemoração. Comemorar um dia que é muito importante na vida e na história das Relações Públicas. Hoje é nosso Dia Nacional! Uma data tão importante, pois ainda não somos uma área totalmente reconhecida pelo o que de fato realizados e consistimos. Mas com certeza essa realidade está mudando, e tende a mudar ainda mais. Pelo menos é o que nós sentimos e apostamos!

Esperançosos, capazes, inteligentes, diferenciados... RP's, não baixemos a cabeça. Pelo contrário, vamos unir nossas vozes e fazer ecoar nosso orgulho de fazer parte de uma "família", de um "amor" que todos temos em nossos corações, de poder representar esta profissão.

Para prestar nossa homenagem, o blog uniRP traz os depoimentos de quem faz parte da nossa equipe. Eis o que as meninas têm a dizer:


Cintia Anton - Grande dia, dia de parabenizar todos aqueles que fazem de relações públicas uma profissão cada vez mais importante no contexto das organizações. Parabéns aqueles que escolheram representar esta atividade, e que não se esqueçam de trabalhar com orgulho, ética e profisisonalismo. Ser relações públicas é mais do que representar algo em público como a maioria acredita, é trabalhar com imagem, relacionamentos, planejamento, atendimento, marca... todos de forma estratégica. Não é fácil, é matar um leão por dia. Gosto tanto que acredito que é uma atividade concedida por bençãos divinas, como a benção da flexibilidade, do diálogo e do relacionamento.

Neste dia, quero trazer um textinho que sempre é bom lembrar ou relembrar - o nosso juramento: "Juro, diante de Deus e da sociedade, que farei uso do meu trabalho, conduzir meus esforços profissionais de acordo com os princípios éticos norteadores da atividade de Relações Públicas, com responsabilidade e respeito humano e dedicar o meu trabalho para o desenvolvimento e o bem estar do povo brasileiro e da humanidade".

Hoje é um dia de comemoração! E todo dia de comemoração é também de reflexão!


Juliana Xavier - comemorar esse dia 2 de dezembro, Dia Nacional das Relações Públicas, em 2010 é mais do que especial. Digo tanto para mim, quanto para a área, pela percepção que tenho do que desenvolvemos em 2010. Pra mim é especial, pois em 2010 aconteceram coisas maravilhosas e determinantes para minha paixão pela área crescer ainda mais - demos continuidade e gás para o blog uniRP e conseguimos alcançar resultados nunca esperados em tão pouco tempo; e entrei como estagiária na Adega de Ideias, primeira e única agência de Relações Públicas de Santa Cruz do Sul, podendo trabalhar ao lado de duas grandes profissionais que eu admiro muito.

Para a área, pois 2010 foi um ano excelente e especial. Lembram do post de "inauguração" da reestruturação do blog uniRP? Pois é, agora como o ano já passou, posso dizer que muitas das perspectivas e apostas se confirmaram, monstrando ter sido um ano tão significativo quanto o de 2009. E tudo se dá por resultado da atuação de brilhantes profissionais e acadêmicos, pelo Brasil afora, representando a área brilhantemente, tanto em forma de trabalhos executados, quanto em forma de posts em seus blogs!

Portanto, PARABÉNS a todos! Temos sim muitos motivos para comemorar, e que os próximos anos sejam ainda mais brilhantes na história que estamos construindo aos poucos, mas de forma digna de admiração! Relações Públicas (atuais e futuros), parabéns!!!


Gisele Simão - Ser RP é o máximo! Tô curtindo um montão. Me divirto a cada dia de trabalho, porque fazer o que se gosta não tem preço. Ter uma data para comemorar o dia nacional das Relações Públicas é fundamental, mas penso que, cada profissional, no seu dia-a-dia de trabalho, pode fazer pequenas ações para valorizar a profissão. O mercado de trabalho está sempre em evolução e o Relações Públicas precisa estar sempre atualizado, buscando novidades, acho que isso é o que mais me motiva.


Ingrid Bittencourt - Neste dia tão especial como o 02 de Dezembro, gostaria de mandar um recado a todos aqueles que um dia já ouviram falar em Relações Públicas, mas nunca entenderam muito bem o que significa isso, quanto menos sabem o que estes profissionais efetivamente fazem. O RP é alguém que possui no cerne do seu espírito algo incomum a outros profissionais: o poder do relacionamento. Esta pessoa realiza como ninguém ações estratégicas, pois é um profissional antenado no mundo, o que significa estar sempre a frente!

Parabéns a todos aqueles que um dia já pensaram em ser um RP sem ao menos saber mais profundamente o que seria e com certeza PARABÉNS a todos aqueles que hoje são RP, e que defendem acima de tudo uma maior valorização desta profissão!


Luisa Scherer - Um dia nada comum, mais que especial este 02 de dezembro!!! Dia de parabenizar e felicitar a todos os Relações Públicas, sejam eles profissionais, acadêmicos e até os futuros estudantes desta área da comunicação. Mas, afinal o que é ser Relações Públicas?

É ser inovador sem deixar de ser tradicional, diplomata em busca da mediação constante, comunicador que prima pelos relacionamentos, é planejar continuamente e de maneira estratégica, é defender a ética e a verdade, é gerir pessoas, marcas e imagens com profissionalismo, é acima de tudo difundir e buscar de maneira intensa a valorização do nosso propósito como profissionais de Relações Públicas.

Realmente algo muito forte e cheio de significado para todos nós, parabéns aqueles que abrilhantam a nossa atividade a cada dia. Que neste momento de comemoração, seja possível pararmos por alguns minutos para refletir que rumo estamos traçando para a nossa profissão e o que mais podemos fazer em prol dela. Abraços e um PARABÉNS especial a todas nós !!!


Michele Roth - Dia das Relações Públicas! Um dia especial, para pessoas especiais! Parabéns a todos os profissionais, acadêmicos e futuros estudantes de RP que acreditam na importância e na responsabilidade de gerir a comunicação em seus diversos segmentos. Que este dia sirva para que nós reflitamos a respeito da nossa atividade e para qual caminho estamos indo, primando sempre pela verdade, pela ética e com o intuito de sempre buscar as melhores soluções para o desenvolvimento através da comunicação! Abraços a todos os colegas RP's!!


Roberta Souza e Silva - O que eu sinto? Sinto que de forma determinante as portas se abrem para o profissional de RP. O profissional que não se posicionar agora talvez nunca mais o faça.
Num mercado de iguais, é hora de buscar diferenciação pela RELAÇÃO. Criar e manter boas relações com os stakeholders. É hora de estudar indicadores de relação, aprimorá-los e aplicá-los na realidade de cada atuação nossa. Parabéns ao nosso Dia!

Entrevista com o Profissional de Relações Públicas

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Semana passada, a turma de Prática de Relações Públicas I recebeu a palestra da Simone Luz Ferreira, Relações Públicas e responsável pela produção executiva da FUNDACINE.

Simone é formada em Relações Públicas pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul – UFRGS e também se graduou em Produção Audiovisual – Cinema e Vídeo pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul - Faculdade de Comunicação Social - FAMECOS – TECCINE. Desde março desse ano é Coordenadora Geral de Projetos da Fundacine. Suas principais atividades são: desenvolvimento, gerenciamento e coordenação de projetos culturais; organização e realização de eventos da entidade.


Aproveite a disponibilidade da Simone, e fiz uma entrevista com ela, que pode ser conferida abaixo:


Simone, tu te formaste primeiramente em Produção Audiovisual . Por que resolveu fazer Relações Públicas também?

Eu fiz as duas faculdades paralelas, ao mesmo tempo. Então, à medida em que eu fui trabalhando com a produção de cinema, dentro da faculdade de cinema, eu me apaixonei pela área de produção. E, ao mesmo tempo, eu cursava Relações Públicas, quando aprendi sobre os processos organizacionais e percebi que os espaços de atuação de um RP poderiam ser expandidos para a área cultural. Mas ainda era uma coisa bem incipiente, no início da faculdade se falava pouco em gestão cultural, ainda era um termo que as pessoas não conheciam direito. E como eu já gostava de trabalhar na área de produção de cinema, por experiência na faculdade (e eu também vim das artes, fazia teatro, dança), de certa forma também sempre gostei da área cultural. Eu enxergava que todas as possibilidades de Relações Públicas poderiam ser aplicadas nessa área com bastante êxito e ainda como um mercado promissor para RP. Ao longo da faculdade, fui tentando me direcionar para isso, buscando literatura...ainda é uma área que tem pouca pesquisa, pouco livro publicado, que tem poucos profissionais que atuam e que podem compartilhar as experiências. Por isso eu vejo como uma grande oportunidade, para que a gente possa se destacar e fazer com que essa área cultural consiga se formatar de uma maneira diferente, e não tão informal, não pela via artística somente, mas sim se tornar um negócio mesmo, virar algo realmente formatado do jeito que um RP gostaria que fosse.

Durante a faculdade, o que tu procuravas fazer para adquirir experiência prática...estágios, projetos?

Eu trabalhava com produção de cinema, e dentro de produção, a gente trabalha essencialmente com projetos. A minha tarefa nos filmes da universidade, que eram tarefas de aula, era escrever o projeto do filme, buscar uma fonte de recursos para financiar esse filme, tinha que dar um jeito de divulgar e, para isso, eu precisava transitar muito bem com a equipe do filme, dialogar muito bem com o diretor, ter uma certa postura de liderança frente aos outros técnicos que trabalhavam comigo, embora fossem colegas de aula... então todas essas tarefas de uma certa forma já sinalizavam uma certa habilidade pra atuar como RP. Também trabalhei com pesquisa na faculdade, não me foquei na área de Relações Públicas de uma forma mais conceitual, eu acabei me focando na recepção de mídia, estudando o relacionamento das mídias com seus públicos, que de uma certa forma é também um nicho de RP, se tu pensares em RP como profissão. Trabalhava com projetos dos filmes, na área de produção. Nunca estagiei exatamente como RP. Também trabalhei, dentro da universidade, na área de extensão fazendo eventos, fechando com clientes e fazendo a produção do evento, assessoria de imprensa, o que transitava nas funções de RP. Mas sempre enxerguei essa questão de trabalhar com produção de cinema, e essencialmente produção cultural, já como sendo essencialmente Relações Públicas. Então tudo isso se apresenta como um nicho de RP, tudo o que se faz na produção é o que um RP faz.

...e deve haver muitas pessoas né, que trabalham nessa área cultural, nas produções culturais, que fazem o que um RP faria, e nem sabem disso...

É, e o que nos dá uma grande vantagem, pra quem tem formação na área, é que as pessoas que trabalham com produção, seja de cinema ou produção em si artística, não conhecem exatamente os processos, não sabem a metodologia, então elas fazem, mas de uma maneira muito pouco formal, sem uma certa padronização. Essa é uma queixa muito grande do mercado cultural: que as pessoas não sabem formatar um bom projeto, não sabem apresentar o produto. Então temos uma grande vantagem, porque a gente já sai pronto da universidade. Já temos a mentalidade processual, enxergamos lá na frente, pensamos de forma estratégica, então aí é o grande nicho que temos a explorar...até porque muitas vezes o RP nem se interessa por essa área, não sabe que pode atuar.

O que tu aplicas de RP no trabalho que tu estás atuando hoje?

Essencialmente, tudo. Se a gente pensar pelas funções, pelas possibilidades. A gente concebe a ideia de um projeto novo, eu formato esse projeto e transcrevo na forma de um documento, e a partir disso a gente vai tentar financiar, conseguir recursos, viabilizar via lei de incentivo. Uma vez que temos esse recurso, eu executo. Se é um evento, eu essencialmente faço o evento, ou se é um projeto. Depois de executado, eu avalio, implemento ferramentas de avaliação, se o que eu fiz o público gostou, se foi da melhor forma, aí depois levo isso para a direção da FUNDACINE, para que nos próximos projetos a gente possa adequar e melhorar. Lá na FUNDACINE, como é uma entidade sem fins lucrativos, trabalhamos com uma equipe pequena, então eu faço tudo, desde a concepção da ideia à conclusão do projeto, a prestação de contas dele. Tenho que planejar, executar, avaliar e concluir. A única coisa que não faço é assessoria de imprensa, pois temos uma empresa contratada. O trabalho de relacionamento com os públicos, com e-mail, newsletter, site, tudo isso é com a gente. O bom de trabalhar em equipe pequena é que tu tens a visão do todo, pode aplicar e efetivamente aprender, coisas que tu vias na faculdade somente na forma teórica, agora pode aplicar na prática.

Contigo, há mais alguém de RP ou da comunicação?

São duas pessoas. Eu e uma assistente, que faz faculdade de Gestão Cultural. Mas em breve ela vai sair, e estamos recrutando outro estagiário. Pra mim, vai ser melhor se for alguém de RP, pra ser melhor de trabalhar, já é meio caminho andado. Alguém que pense como eu. E que tenha o mínimo de noção de elaboração de projetos.

Como um RP pode atuar estrategicamente em gestão cultural?

Quando tu falas em projeto cultural, tu tens que tornar algo (claro, num planejamento estratégico também acontece isso), mas um projeto cultural não é algo palpável, é algo totalmente subjetivo, os resultados daquilo não são mensuráveis a curto prazo. Então tu tens que conseguir conquistar uma empresa. Tens que mudar a mentalidade de uma empresa, pra que ela invista no teu projeto, que veja que aquilo é lucrativo e estratégico pra ela, é muito mais difícil do que com qualquer outro produto. Tu tens que dizer que aquilo é bom pra sociedade, que é bom pra ela pela questão da responsabilidade cultural, social, naquela comunidade em que ela está inserida, que aquele projeto pode trazer um certo lucro. Só que tu tornar isso mensurável e visível pra eles é algo bem trabalhoso, porque se trata de cultura, que não é algo tão valorizado no Brasil. É muito mais uma questão de imagem institucional do que lucratividade. Hoje temos uma pessoa que é a captadora de recursos, que visita essencialmente empresas. De 100 empresas que ela visita, 5 acabam tendo interesse, e 1 fecha negócio. Então é muito difícil, a visão do mercado ainda é muito de lucratividade. Também viabilizamos projetos via incentivo fiscal e benefício das leis de incentivo. Mas claro, se tu já é RP dentro de uma empresa e te dão a tarefa de fazer o desenvolvimento cultural dentro daquela empresa, de responsabilidade sócio-cultural, é claro que tu vais ter recurso, equipe, vai ter um certo suporte que vai facilitar essa atuação. Uma vez que se trabalha no Terceiro Setor, dificulta um pouco, com pouco recurso, equipes menores, não tem tanta credibilidade. Mas ao mesmo tempo é muito gratificante, por que quando tu conquistas, tem um valor bem diferente.

Aqui, temos uma visão da área somente como cidade do interior. E, por isso, muitas vezes, não conseguimos ter a noção de como está o mercado em grandes cidades, capitais. Como tu enxergas o mercado de Relações Públicas em Porto Alegre?

Eu acho que houve um aumento do espaço pro RP atuar. Mais em POA ainda é muito incipiente, para um RP atuar em um cargo como Relações Públicas, receber o quanto ele merece. Hoje, tu ganha espaço para atuar como Relações Públicas em empresas, muitas vezes até coordenando um setor de comunicação, mas na tua carteira não é assinada como RP. Então, muitas pessoas trabalham como RP, conseguem crescer, mas não formalmente. Pelo que conheço, o eixo Rio-São Paulo é um pouco mais desenvolvido. Lá inclusive já tem empresas com Setor de Relações Públicas, que contratam somente pessoas formadas na área, o que é uma outra lógica. E, geralmente, são multinacionais. Aqui se começa aos poucos: vai ganhando espaço, implementa algumas ferramentas de comunicação, começa a trabalhar com relacionamento com a imprensa, organiza eventos, aí a empresa começa a notar que esse tipo de postura traz uma mudança positiva. Mas assim, pelo que eu percebo, hoje em dia há muito mais vagas de estágios para os estudantes de RP do que na época em que eu comecei. Hoje, tu entras na faculdade e no 1º semestre tu tens estágio. Tem mais empresas abrindo vagas para RP. O perfil que eu percebo das vagas é que chamam um jornalista para assessoria de imprensa, um publicitário para a área de criação, e um RP vai competir com a área da administração. Geralmente nos requisitos das vagas chamam estudantes de RP ou de administração. Então é uma mudança por parte das empresas que eu acho importante, tu ser descolado da área da comunicação e integrar mais a área estratégica, administrativa e gerencial.

Como estamos nos aproximando do dia 2 de dezembro, uma data importante para nossa área, e aproveitando o ambiente acadêmico, gostaria que tu desse um recado para os alunos, para os futuros profissionais de RP, ressaltando a importância da área.

Primeiramente, conquiste o seu espaço. Não esperem que surja exatamente a vaga e que exista exatamente o reconhecimento que a gente aguarda... criem oportunidades! Enxerguem as dificuldades e obstáculos que tenham no mercado como uma grande oportunidade, como um caminho a seguir e empreender ideias. Conheço muitos RPs que se conformam que a profissão não é reconhecida, que não existe a vaga ideal, e acabam trabalhando em qualquer outra coisa e dizem – “me formei em vão”. Acho que grande parte das nossas dificuldades é por causa desse tipo de mentalidade. Devem consolidar o espaço no mercado e fazer as empresas enxergarem que esse é o caminho, que esse é o grande diferencial que elas vão ter. Então parte daqui, da universidade, das pessoas que estão se formando, essa mudança de cultura e de mentalidade. Se não teve o espaço, crie! Ainda é uma profissão difusa, que as pessoas não conhecem direito, então cabe a nós mostrar quem somos, mostrar a que viemos, o quanto a gente pode render para uma organização, e fazer com que a profissão se torne essencialmente eficaz, reconhecida, e que deem o mérito que ela mereça. Não se acomodem, não vai ser fácil. Vai da postura de cada um mudar essa realidade.







"Conquiste o seu espaço. Criem oportunidades! RP ainda é uma profissão difusa, que as pessoas não conhecem direito, então cabe a nós mostrar quem somos, mostrar a que viemos, o quanto a gente pode render para uma organização, e fazer com que a profissão se torne essencialmente eficaz, reconhecida, e que deem o mérito que ela mereça. Não se acomodem, não vai ser fácil. Vai da postura de cada um mudar essa realidade." - Simone Luz Ferreira, Relações Públicas

Notícias do Curso de Relações Públicas - UNISC

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Relações Públicas e a Produção Executiva

Na próxima terça-feira, 23, a partir das 19 horas na sala 1507 do bloco 15 da Universidade de Santa Cruz do Sul – UNISC haverá a palestra Relações Públicas e a Produção Executiva com Simone Luz Ferreira.

Simone é formada em Relações Públicas pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul – UFRGS e também se graduou em Produção Audiovisual – Cinema e Vídeo pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul - Faculdade de Comunicação Social - FAMECOS – TECCINE. Desde março desse ano é Coordenadora Geral de Projetos da Fundacine. Suas principais atividades são: desenvolvimento, gerenciamento e coordenação de projetos culturais; organização e realização de eventos da entidade.

A palestra encerra as atividades que fazem parte de um seminário da turma de Prática de Relações Públicas I, do Curso de Relações Públicas da UNISC, onde os acadêmicos são responsáveis pela vinda de um profissional formado em diversas áreas, no inicio do semestre cada grupo escolheu uma determinada área e ficou então responsável pela vinda do profissional e por esclarecer um pouco mais sobre as atividades exercidas pelo mesmo.

O profissional de Relações Públicas

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Hoje o uniRP traz uma entrevista com o Relações Públicas Pedro Prochno, do blog Relações, feita por Gilberto Rodrigues, aluno do 2º semestre de Relações Públicas pelas Faculdades Integradas Rio Branco. A entrevista foi um trabalho para a disciplina de Estudos Interdisciplinares I.


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Pedro é formado pela Universidade Metodista de São Paulo e atua em Relações Governamentais.

Gilberto: Pedro, o que fez você escolher a profissão de Relações Públicas?

Pedro Prochno: Bom, quando eu estava para prestar faculdade, pra definir o que ia fazer, eu não tinha muita ideia do que queria. Sabendo que gostava bastante de lidar com pessoas, de estar fazendo diferentes coisas, e tinha um amigo que estava fazendo Relações Públicas já, na Metodista, e me contou sobre a profissão, o mercado, o que faz um Relações Públicas, e isso me chamou muita atenção. Ai eu fui conhecer o trabalho de RP em algumas agências, me interessei muito e acabei prestando, fazendo a faculdade e adorei.

G: Qual área você acha mais interessante em RP? Como eventos, mkt pessoal...

PP: Eu acho RP como um todo interessante justamente pela possibilidade de você poder lidar com várias áreas diferentes, com várias coisas diferentes, como eventos, mkt pessoal, comunicação organizacional, assessoria de imprensa e por aí vai. Eu gosto muito mais de gerenciamento de crise, algo que me chama muita atenção, eu tenho bastante gosto. Eu já trabalhei com isso, ainda bem, e relações governamentais, que é o que eu faço hoje.

G: O que você acha dessa reformulação da grade curricular que o MEC está fazendo com o curso de RP?

PP: Eu não tenho uma opinião formada sobre isso. Eu li pouco, pra dizer a verdade, sobre o assunto. Participei, sim, da consulta pública que o MEC está fazendo, dei minha opinião sobre como deve ser o perfil, o que a faculdade de RP deve ter como grade, porque ai sim, temos que formar um profissional multidisciplinar, mas acho que é importante, se for pra adequar o curso de RP em um cenário que vem surgindo no mundo. Agora com aquela ideia que eles têm de transformar isso numa faculdade de comunicação corporativa, eu não concordo muito.

G: O profissional de RP nos EUA é aquele que pode ser considerado o braço direito do presidente em algumas organizações. Tem conhecimento em finanças, administração, economia... Você acha que falta esse tipo de conhecimento nos profissionais de RP aqui no Brasil?

PP: Primeira coisa que devemos separar, é que RP nos EUA é uma pós-graduação e não uma graduação, e aqui no Brasil a gente começa RP como uma graduação. Começa ai o primeiro diferencial disso. Nos EUA, o RP já tem bastante tempo, nasceu lá praticamente a profissão. Se desenvolveu durante um tempo de uma forma bastante legal. Eu acho que falta um pouco de interesse dos profissionais aqui no Brasil, em querer aprender e agregar cada vez mais conhecimento para se tornarem estratégicos dentro das organizações. Isso vai de cada um, mas não conseguimos fazer isso simplesmente com apenas quatro anos de faculdade, então é preciso continuar estudando, continuar indo atrás para poder adquirir esse conhecimento que é importante, sim, para que nos tornemos estratégicos dentro das organizações.

G: Em sua opinião, qual o melhor perfil para ser um profissional de RP?


PP: Tem que ser uma pessoa dedicada, curiosa, interessada, porque temos aí todos os desafios que a nossa categoria tem, que sabemos quais são. Ter disposição a abraçar isso e enfrentar os problemas para poder desenvolver RP na plenitude, se não tem que procurar outra área, não adianta querer fazer RP, a meu ver, e querer trabalhar fechado em um segmento. É um direito da pessoa, mas a minha visão é que um RP, se tem tanta capacidade, capacitação para desenvolver diferentes coisas, porque não explorar tudo isso e aplicar em sua plenitude?

G: Vc disse que a área RP é vista como um todo, não muito em áreas separadas. Mas qual área de Relações Públicas está em mais ascensão no mercado?

PP: Temos em ascensão o mkt pessoal, que está aparecendo para pessoas públicas. Os RP estão sendo procurados para isso. É uma área que está se desenvolvendo bastante. Comunicação corporativa, claro, também, mas no sentido de promover uma aproximação e um envolvimento maior com públicos estratégicos, tem-se desenvolvido bastante no mercado.

G: Voltando um pouco para a parte organizacional: você acha que toda grande empresa é obrigada a ter um Relações Públicas ou uma agência supriria essa necessidade?

PP: Acho que ninguém é obrigado a nada. Ou tem porque quer, ou porque acredita no serviço ou na capacidade de um profissional ou de uma agência. Claro que, na realidade do mercado brasileiro, as empresas tendem a procurar mais uma agência do que ter um profissional desses dentro de casa. Mas ter um profissional desses em uma organização é muito importante justamente pela visão estratégica que o RP tem de poder enxergar o todo de uma organização e poder desenvolver estratégias de desenvolvimento e crescimento dentro da empresa.

G: Voltando um pouco, falando sobre RP como um todo, há alguma outra graduação que possa exercer RP, sem ser a própria RP?

PP: Não sei. Diria que não, na verdade. O mais que se aproximaria... Tem que ser alguma coisa complementar, por exemplo, uma faculdade de administração e uma pós em comunicação corporativa. Aí sim o profissional começa a se capacitar um pouco, mas título de graduação acredito que não, o que a gente tem são várias graduações que suprem algumas funções de um RP. O que é o mercado de RP, também não tem como tomar conta de tudo e nem deve. Precisamos de todos os profissionais da área de comunicação.

G: Então você acha que um publicitário, um jornalista, não seria capaz de exercer essa profissão tão bem quanto um RP?

PP: Eu acho que não em função da visão holística que o RP tem. Por exemplo, hoje temos muitos publicitários, principalmente publicitários, que têm uma visão grande e bastante holística de diversos assuntos e das organizações e conseguem exercer isso, mas não em função de ter uma faculdade de publicidade, mas sim de terem desenvolvidos e agregados outro conhecimentos que os capacitaram para fazer isso.

G: Você disse pra gente que atua na área de relações governamentais. Você poderia falar um pouco mais dessa sua rotina, dessa sua área de relações governamentais, do que seria?

PP: Em relações governamentais a gente, na verdade, monitora o governo dentro das empresas privadas. Ajudamos essas empresas privadas a entenderem o funcionamento do governo e a se relacionarem com ele, a se aproximarem com ele, que é o Relações Públicas Governamentais que aprendemos na faculdade um pouquinho mais à frente.

G: Com essa ascensão das mídias sócias, em sua opinião Pedro, qual a importância do Relações Públicas com essa nova ferramenta de comunicação nas organizações? Essa função pode ser aplicada apenas por um RP?

PP: Nossa! Eu dei um depoimento para um blog do Eloy Vieira, ainda semana passada, no fim da sexta-feira sobre exatamente o mesmo assunto. Acho que essa função não precisa ser executada apenas por um RP, tem outras pessoas que podem fazer, e eu acho que aí está o grande mercado também para os RP’s, porque ser o RP digital, lidar com redes sociais, é aplicar a profissão em sua plenitude, uma vez que temos que gerenciar crises ali dentro, gerenciar relacionamentos, divulgar conteúdo, informação, se relacionar com diversos públicos, definir estratégias que queremos ali dentro, pois não basta falar, temos que saber ouvir também. Aí entra comunicação de duas vias, claro, então acho que é um mercado bastante interessante pro RP, não que deva ser executado apenas por um RP.

G: Tanto é que, cada dia mais, as empresas estão mais na internet, nas redes sociais, do que nunca.

PP: Claro, até porque eles têm um grande poder de comunicação...

G: E é em massa.

PP: ... E é uma coisa barata, relativamente barata hoje, se você comparar com outras formas de divulgação.

G: Para concluirmos Pedro, que conselho você daria pra quem está começando na carreira de RP?

PP: O primeiro conselho é ir atrás do que se quer. Não adianta entrar na faculdade e esperar que um emprego de RP extremamente estratégico vai cair na sua mão da noite para o dia. Precisa estar afim, precisa ir atrás, precisa conhecer. Eu acho que a primeira coisa que eu sugiro pra quem está entrando hoje na faculdade, e quer e gosta de RP, é tentar fazer estágios na área, mas em diferentes áreas de conhecimento, para poder conhecer diferentes coisas. Isso que acho que é o mais importante. Eu fiz isso e tem dado muito certo. O resultado está bastante bom. E conhecer durante meu tempo de faculdade, a área de eventos, assessoria de imprensa... Trabalhei como assessor de uma pessoa do mercado da moda até vir parar aqui onde eu trabalho hoje. Trabalhei inclusive com sustentabilidade, com comunicação para sustentabilidade e foi bastante interessante. Então precisa estar atento aos movimentos do mercado, e disposto a aprender e ser curioso, ir atrás e saber o que está acontecendo.







"Tem que ser
uma pessoa dedicada, curiosa, interessada, porque temos aí todos os desafios que a nossa categoria tem, que sabemos quais são. Ter disposição a abraçar isso e enfrentar os problemas para poder desenvolver RP na plenitude, se não tem que procurar outra área[...]" - Pedro Prochno, Relações Públicas

As Relações Públicas nossa de cada dia

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Se tem algo que há em comum entre, se não todos, mas a grande maioria de alunos e ex-alunos de Relações Públicas é o fato de terem começado a graduação nessa área ou por coincidência ou mal sabiam do que esse curso se tratava. Explico: eu mesma, comecei com Jornalismo, que durante 4 anos foi meu sonho. Mas ao fazer um semestre na faculdade, vi que não era o que eu queria, não me identificava. Ao conhecer um pouco sobre RP, acabei optando por esse curso logo no 2º semestre.

Outros exemplos que tenho próximos: uma colega, que está se formando, começou fazendo Produção em Mídia Audiovisual, mas acabou se interessando mais pela área de RP. Há também quem colocou como 1ª opção no vestibular Publicidade e Propaganda, mas por questões de vaga ou cancelamento da turma, teve que se matricular em Relações Públicas, e que ao longo dos primeiros semestres foi gostando e se voltando mais a essa área. Fora outros alunos que acabam de se formar em outra área da Comunicação e voltam a Universidade para fazer Relações Públicas.

O fato é que a área de RP quase nunca é “1ª opção” para os ingressantes na faculdade. É difícil encontrar pessoas que desde cedo já dizem: 'Quero ser Relações Públicas um dia'! Tampouco é comum encontrar pais que instruam seus filhos, na hora de escolher uma carreira, a serem um Relações Públicas. É estranho, mas RP só começa a vir a conhecimento de todos na medida em que avançam no curso de graduação. Claro, há exceções, como toda regra, mas na grande maioria das vezes é isso que acontece.

Porém, outro fato comum a todos que passaram por essas situações que citei é que, mesmo iniciando o curso sem saber o que de fato é e faz um RP, no decorrer do tempo, o provisório “desconhecimento”se torna um “interesse”, que migra para a “admiração”, que junto com a “dedicação” vira uma “devoção”, e então sem menos perceber vira "amor".

É um processo gradativo, mas talvez seja isso que o torne tão especial. Um processo de conquista diário, onde aprendizados e técnicas vão sendo aperfeiçoadas e cada um começa a enxergar a satisfação de poder ser um Relações Públicas. Esse profissional que tem como capacidade a arte de se relacionar, articular, conviver e conhecer as pessoas, os públicos; a humanização que vem de dentro para desempenhar essa profissão especializada e preparada para conseguir o melhor e o bem estar para todos que compõem esses núcleos que são os vetores da nossa sociedade: as organizações, seus públicos e todos os seus processos e sistemas intrínsecos.

É uma jornada interessante, que a cada passo dado fortalece os ideais e a vontade de fazer as Relações Públicas que nos foram apresentadas e que chegavam aos nossos olhos como algo novo, que despertava, que admirava, e é justamente isso que faz com que essa profissão seja motivo de orgulho para muitos, mesmo que só apareça de forma discreta. Mas não há dúvidas de que se trata de um caso de amor e dedicação para aqueles que iniciaram sua vida profissional optando (mesmo que em segundo plano) pelas Relações Públicas.

Eventos, parte de uma estratégia organizacional

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Há algo que não é novo para quem já está no final da faculdade e algo que incomoda a quem está entrando: RRPP não é sinônimo de festinhas ou coquetéis, ou aquela velha história de profissionais de outras áreas desinformados que nos chamam de "contadores de quindim". Nós nunca expomos esta ideia no blog, pois a ela não cabe uma resposta, profissionais de Relações Públicas conscientes não questionam isso.

Eventos para mim é uma ação, parte de uma estratégia de Relações Públicas, com um propósito definido e realizado com cunho institucional e comercial. Para isto sim, somos capacitados. Eventos que, trabalhados com seriedade e responsabilidade, proporcionam bom relacionamento com o público. Através deles, a empresa se aproxima de seu mercado e do mercado de atuação do cliente. Tem o intuito de gerar resultados positivos e deve ser muito bem planejado. Podemos separá-los em dois segmentos: os sociais e os empresariais. O primeiro com caráter de integração, sem visar o lucro, e o segundo com caráter comercial, objetivando resultados refletidos em curto e médio prazo.

Na área de eventos empresariais trabalha-se com a divulgação de produtos e serviços, e também com ações sociais e ambientais, direcionados a um público-alvo – que abrange todos os envolvidos, de alguma maneira, com a empresa/cliente, ou profissionais de algum ramo específico. Para alcançar o sucesso, deve-se definir as metas e a quem será direcionado a ação, além.

A organização destes eventos é um processo complexo. Como maiores vantagens, destacam-se o relacionamento e a questão financeira, visto que em algumas organizações já se tem reservada uma quantia da verba destinada a esse fim. Para trabalhar nessa área e encarar os desafios, o profissional de Relações Públicas deve ter uma série de características especiais, como por exemplo: flexibilidade, dinamismo, capacidade de negociação e saber ouvir. O papel do profissional, nos eventos empresariais, é planejar com uma visão especializada, assim como prospectar novos clientes, manter o relacionamento com os existentes e acompanhar a efetivação de todas as atividades. de aproveitar a possibilidade de organizar uma coletiva de imprensa para anunciar.

Para organizar eventos estratégicos, principalmente os organizacionais, é preciso ter clareza em relação aos princípios que regem a atividade de Relações Públicas, como as habilidades de planejamento e estabelecimento de bom relacionamento com os interlocutores organizacionais. Outro fator que posso citar é que vejo que a maioria das empresas não avaliam os resultados de um evento. Acho que o profissional de Relações Públicas deveria se preocupar em mensurar este tipo de ação, estrategicamente falando, pois se torna positivo para a organização que se trabalha e para o profissional que executa, para podermos enxergar se foi atingido o esperado pelo cliente/empresa. Esse é o grande desafio, atender exatamente a expectativa do cliente e, para isso, a avaliação é importantíssima na melhoria desta atividade.

Projetos experimentais em Relações Públicas

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Acredito muito que para um acadêmico, de qualquer área, a prática da profissão antes da formação é importantíssimo. Teoria x técnica x prática são três eixos essenciais que podem fazer toda a diferença na trajetória profissional do acadêmico, dá a oportunidade da vivência real para potencializar a aprendizagem. Na última terça-feira (06/07) foram apresentados às professoras Elizabeth Huber Moreira e Mônica Pons os projetos experimentais de Relações Públicas da UNISC, onde o acadêmico pode planejar e executar atividades em uma empresa/instituição de livre escolha.

Foram 4 trabalhos apresentados na banca e, destes, trago três experiências, para quem ainda não passou pelo projeto já possa começar a planejar um bom trabalho. Eu realizei meu trabalho do Projeto experimental em uma empresa que inicialmente eu não sabia exatamente o que faziam, sinal de que a sua divulgação não ia bem. Encontrei-a por acaso e, depois de uma primeira reunião, me empolguei demais. A Santa Cruz Serviços é uma empresa prestadora de serviços na área de limpeza, jardinagem e portaria aqui de Santa Cruz e disponibilizava até então, poucas ações em comunicação, apenas o muito básico, motivo da minha empolgação. Quando uma empresa não tem ideia de Relações Públicas e te dá uma oportunidade, abre as portas para você experimentar trabalhando Relações Públicas, é muito bom. Tive um ótimo respaldo da empresa que, em 5 anos, cresceu muito e tem muito a crescer. Durante a minha presença, evidenciei o quanto era importante um maior contato dos proprietários com o público interno, que se tratando de prestador de serviços não é tão interno assim. Minhas ações foram planejadas pensando em uma maior aproximação com este público, na captação de maiores clientes, em manter um relacionamento com os clientes já conquistados, através de um mailing para e- mail marketing criados, de uma mudança interna. Enfim, tentei organizar, para que a partir do meu trabalho, a empresa possa crescer com uma melhor visibilidade no mercado e entender principalmente o quanto é importante as ações de Relações Públicas para o seu crescimento.

Abaixo algumas imagens do trabalho desenvolvido:




Gisele Simão, outra aluna participante, formanda em Relações Públicas, realizou seu trabalho na Rede do Bem, associação das entidades sociais do Rio Grande do Sul. Trata-se de uma instituição que a colega Gisele relatou ter grandes deficiências na sua comunicação, e as suas ações desenvolvidas durante o projeto visaram um maior conhecimento da instituição perante a comunidade, criando uma identidade visual e trabalhando ações para que elas fossem duradouras, assim colhendo resultados ao longo do tempo. Gisele relata que “durante a graduação foram adquiridas experiências e conhecimentos muito importantes para concluir um trabalho dessa natureza. As diversas disciplinas estudadas foram fundamentais para a conclusão deste projeto que contribuiu também para o crescimento profissional e abriu novos horizontes na possibilidade do desenvolvimento de trabalhos voluntários. A atuação das Relações Públicas, através do uso de variados instrumentos e ferramentas de trabalho, foi muito importante para uma instituição que até então não conhecia os benefícios de uma comunicação bem estruturada. Sem dúvida foi uma experiência enriquecedora.” Abaixo, alguns materiais desenvolvidos e que a instituição passa a disponibilizar após o trabalho:








Letícia Kniphoff, outra formanda em Relações Públicas, realizou seu trabalho na Audiocentro, uma clínica de serviços audiológicos e, como sendo organização do âmbito da saúde, Letícia confeccionou folders explicativos, campanhas promocionais, uniformes dos funcionários da clínica, evidenciando principalmente a divulgação da marca Audiocentro e a reestruturação de peças gráficas já existentes. Letícia afirma que “realizando este projeto percebi a carência de profissionais capacitados e comprometidos para atender as empresas que desejam implantar projetos de Relações Públicas. O mercado está muito genérico, quem desejar algo mais personalizado para sua empresa não achará fornecedores que atendam essas necessidades. Se por um lado temos empresas preocupadas em serem únicas em terem sua identidade visual bem estabelecida, por outro estas mesmas empresas prestam serviços generalizados”. Um pouco do trabalho da Letícia:







Ficam ideias de atividades que possam ser desenvolvidas durante um Projeto Experimental e quanto essa disciplina é importante e colabora no aprendizado do aluno. É uma porta de entrada muitas vezes para o mercado, onde não só a empresa onde se realiza o trabalho ganha com as colaborações do aluno, como também o aluno tem uma oportunidade de experimentar a profissão através da prática, adquirindo visibilidade e experiência. Uma boa troca!

Relações Públicas x Globo

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Desde que o personagem Fred, da novela Passione, vivido pelo ator Reynaldo Gianechinni, ganhou o cargo de "Relações Públicas" de uma empresa por ser "bem apessoado" e ter "boa articulação", estamos acompanhando, em diversos blogs e pelo twitter, a revolta de estudantes e profissionais da área.

Não é para menos! Inclusive, ao ser questionado o porquê da escolha de "Relações Públicas" para o cargo, o personagem responde: "qualquer cargo serve"! Agora imagine a gravidade da situação: são necessários, no mínimo, 4 anos de formação em uma graduação oficial e, neles, uma completa e assídua dedicação com muito estudo e leitura para que, no fim, se consiga ser um profissional competente para atuar no mercado de trabalho. E não só isso! Como previsto em lei, ainda é necessário o registro no conselho competente de cada região do Brasil para que alguém possa se intitular - RELAÇÕES PÚBLICAS. E aí vemos uma novela, de uma emissora com uma grande audiência, mostrar a um país inteiro que, somente por ter boa aparência e ter "fala mansa", qualquer pessoa pode ser um RELAÇÕES PÚBLICAS!

Nossa área já não é muito reconhecida, e penamos para explicar o que de fato um RP faz. Deparamo-nos diariamente com profissionais de outras áreas realizando um trabalho que é de competência às Relações Públicas e ainda temos que aguentar um total desconhecimento e falta de respeito de um autor de novela (Sílvio de Abreu) ao atribuir um "cargo qualquer" ao galã da mesma!

Felizmente, nosso Conselho Federal já tomou uma posição, e estamos no aguardo para saber se essa repercussão toda surtirá efeito! Nós, atuais e futuros RP's, já somos habituados a lutar e ter esperança no reconhecimento da profissão... e essa será mais uma!

Vamos nos unir e tentar fazer com que o autor e a Rede Globo se retratem diante desse erro. Para tanto, basta seguir e twittar frases de reivindicação para o @passioneoficial. A mobilização já começou!


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Comunicado
do Conferp:

Aos Profissionais de Relações Públicas:

Imediatamente após a apresentação do capítulo da novela Passione, na Rede Globo, que abordou o assunto Relações Públicas, CONFERP e o CONRERP 1ª Região tomaram as providências de contato com aquela emissora de televisão. O presidente do CONRERP 1ª Região, Alexandre Costa Coimbra manteve contato telefônico com a Rede Globo e enviou ofício do CONRERP 1ª Região para o autor Silvio de Abreu abordando o assunto e fornecendo informações sobre a regulamentação da profissão. Por outro lado, está buscando agendar um encontro de membros da diretoria executiva do CONRERP e do CONFERP com o autor da novela, para entrega de um ofício, detalhando mais o assunto do ponto de vista legal e reiterando um tratamento adequado na novela.

Por favor, você que enviou e-mail para o CONFERP, ou para o seu CONRERP sobre o assunto faça o mesmo com a Rede Globo. Ela vive da audiência do seu público e quanto mais pessoas demonstrarem insatisfação com o desenrolar do tema Relações Públicas na novela, mais ela buscará uma solução que agrade ao seu público.


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Confira alguns blogs que já se posicionaram a respeito desse caso:


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Matéria que saiu no Portal IMPRENSA:

Publicado em: 21/06/2010 14:45

TV Globo é questionada por dar cargo de Relações Públicas a personagem de novela

Por Mariane Zendron/Redação Portal IMPRENSA

O Conselho Regional de Profissionais de Relações Públicas do Rio de Janeiro (Conrerp-RJ) enviou, no último sábado (19), uma carta à TV Globo e ao novelista Sílvio de Abreu, na qual questiona a maneira como a profissão tem sido abordada na novela "Passione". Segundo o Conselho, o personagem Fred, vivido por Reynaldo Gianechinni, foi contratado para exercer o cargo de RP em uma metalúrgica, apesar de não ser qualificado para a profissão, com o diploma de ensino superior.

Ao Portal IMPRENSA, o presidente do Conrerp-RJ, Alexandre Coimbra, afirmou que, no folhetim, o diploma também não foi solicitado pelos empregadores e que Fred só teria sido contratado por ser bonito e ter "fala mansa". Para Coimbra, a menção à profissão na novela desinforma e deseduca.

"Queremos esclarecer esse assunto para que as pessoas não tenham a impressão de que não é necessário ter o diploma e registro profissional para exercer a profissão de Relações Públicas", disse Coimbra.

Um trecho da carta enviada à Rede Globo, que também foi publicada no blog no Conrerp, esclarece que Relações Públicas é uma profissão regulamentada. "É exercida atualmente, em todo o país, por cerca de 15 mil profissionais regularmente registrados no Sistema do Conselho Federal de Profissionais de Relações Públicas (Conferp), em seus conselhos regionais".

"Seria muito reconfortante saber que o personagem está sendo contratado para a função pela sua formação profissional (Bacharel em Relações Públicas) e respectivo registro", diz outro trecho da carta.

À reportagem, a assessoria da TV Globo informou que ainda não tem conhecimento sobre o assunto.

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Fonte:
www.portalimprensa.uol.com.br
www.conferp.org.br

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