Relações Públicas e as áreas da Comunicação

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Talvez não caiba mais, no contexto em que vivemos, falar disso, mas muito já houve uma disputa entre as áreas da comunicação: rp's, pp's e jornalistas. Falo no âmbito em que vivo, ou seja, da academia, mas sei que no campo profissional isso também ocorria, ou ainda ocorre. O fato é que um quer ser melhor que o outro e minimizar o trabalho dos colegas de área.

Penso que isso tudo é bobagem. Ao longo do aprendizado sobre comunicação, vemos o quanto as áreas se inter-relacionam, se completam umas às outras. Na verdade, é como a analogia de um casal, em que o mestre Arnaldo Jabor já disse: que as pessoas não se completam, se somam. Penso que o trabalho de Relações Públicas, somado ao trabalho de Publicidade e Propaganda, aliando ainda o trabalho de Jornalismo, oferece uma gama fechada e redonda de ações e estratégias, resultando em campanhas de excelência, dando uma eficácia ainda maior aos objetivos e propósitos da comunicação, ela sendo praticada dentro das organizações e seus públicos ou em agências especializadas e focadas.

Quis abordar esse assunto pois é algo que estou vivenciando mais de perto, pois esse semestre estou fazendo cadeiras de PP (optativas), e estou tendo uma outra visão de linguagem, abordagens e estratégias com cunho mais mercadológico que até então no curso de RP isso aparecia timidamente. E, depois de algumas aprendizagens, posso ver o quanto isso auxilia e vem ao encontro das aprendizagens que tenho até então de Relações Públicas. Além disso, é nítido o fato de que uma área não compete com a outra, pelo contrário, devem andar juntas, trabalhando sempre em prol da excelência da comunicação, exercendo um profissionalismo qualificado que deve levar ao caminho certo e eficaz para auxiliar a alcançar os anseios e objetivos de onde quer que estejamos atuando. No próximo semestre, já planejo fazer disciplinas do curso de Jornalismo, complementando ainda mais o estudo da comunicação como um todo.

Claro, talvez quem resida em grandes cidades e já atue em núcleos de comunicação integrada possa ler isso e achar banal, por já estar habituado a esse ambiente e realidade. Porém, falo aqui com uma visão de acadêmica (ainda restrita, sim), já visualizando o futuro e vendo onde posso me inserir e como trabalhar a área que escolhi como profissão. E nessa minha visualização, o ideal é atuar junto, lado a lado, desempenhando um trabalho estratégico e elaborado, exercendo a comunicação na sua totalidade com meus colegas, publicitários e jornalistas.


Por favor, quem puder, ajude a complementar esse post, relatando nos comentários as experiências e visões que possuem do trabalho e atuação de uma comunicação integrada!

Comments (5)

Realmente, o relacionamento e interação hoje em dia são fundamentais. Acho que já passou o tempo em que um resolvia, hoje tudo está se encaminhando para a convergênci. É o relacionamento do on com o off, o profissional multimidia, enfim, tudo deve ser pensado de forma integrada.

Olá, sou Jossie, jornalista e responsável pela Medcalf Comunicação Integrada, empresa que fica em Ribeirão. Concordo com a visão desse post. Minha agência, já no nome, sugere a integração das áreas de comunicação, assim como a de relações públicas. Acredito nisso, assim como Estados Unidos e Europa, mais calejados que o Brasil, acreditam há tempos. Trazer isso para um país emergente como o nosso é fundamental e maduro.
Quando se traça um projeto de comunicação, uma estratégia de comunicação, para um cliente, fica clara a necessidade não só de assessoria de imprensa, mas sim com identidade visual, ações de marketing online, mídias sociais... Os resultados dependem dessa integração.
Claro que existem casos e casos, mas se observamos as grandes empresas vemos departamentos específicos ou empresas terceirizadas fazendo comunicação integrada, até para dimunuir custos e otimizar resultados, com unidade de linguagem, por exemplo, que a união das especialidades proporciona.

Até o próximo post.

Jossie Medcalf
@medcalfcomunica
jossiemedcalf@gmail.com
(16)3236-6627 ou (16)81746389

O mundo (e não só o das organizações) requer um pensamento transdisciplinar. É uma lástima que a Comunicação Social continue a formar habilidades como se fossem estanques/separadas - diferente de sua origem quando todos eram Bacharéis em Comunicação. Quem sabe as incursões de cursos de graduação em Comunicação Organizacional não sejam exatamente uma tentativa de retornar a este profissional mais completo.

Agora, a gente pode tentar suplantar estes obstáculos estruturais. Um dos caminhos é exatamente cursar disciplinas do conteúdo programático de outros cursos. Fiz isto no meu período universitário e não me arrependo.

Acredito que os maiores conflitos ainda aconteçam nas linhas tênues que separam as áreas de atuação de cada um dos profissionais da comunicação, na academia ou no mercado. E como hoje em dia a palavra Relacionamento já toma conta até de ciências que pouco tratam de comunicação, é questão de tempo ocorrer uma aproximação mais prática desses profissionais, mais ou menos como as grandes fusões de multinacionais que se unem para ganhar o mundo.

Isso já acontece dentro das agências de propaganda, que se modificaram e hoje se denominam agências de comunicação e marketing, contratando cada vez mais profissionais de Relações Públicas para ampliar a capacidade de tratar a comunicação de forma estratégica, menos pontual.

Agradecemos muito os comentários! Realmente, contribuiu significativamente para as ideias expostas aqui nesse post!

Abraço,
uniRP

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