Eleições Conferp 2012

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Prepare-se!

Se você é um Relações Públicas registrado no Conrerp de qualquer região, já deve ter recebido na sua casa uma cartinha para falar das eleições 2012 do Conselho Federal de Relações Públicas.

Preste bem atenção: o cadastramento para a eleição deverá ser feito no site do Conferp até o dia 05 de outubro. O cadastramento é só de dados e senhas, a senha deverá ser utilizada no dia da eleição.
A votação será no dia 15 de outubro - segunda-feira, por meio de voto eletrônico online, mediante sistema web desenvolvido pelo Conselho Federal de uso obrigatório pelo Conrerp.

Não perca a hora! Pois o voto é obrigatório a todos os registrados.

Abaixo segue a portaria, caso você queira tirar alguma dúvida:

http://www.conferp.org.br/?p=3506

Entrevista 3: Relações Públicas online

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Após as duas primeiras entrevistas publicadas (com a Carol Terra e com a Márcia Ceschini), hoje temos a entrevista com a terceira Relações Públicas que conversei para o meu trabalho de conclusão de curso.


A Claudia Palma é formada em Relações Públicas pela UFRGS e Especialista em Comunicação Digital pela Unisinos. É sócia da agência Browse, de Porto Alegre.

Como surgiu o interesse pela área digital e como você acabou ingressando nessa área? 

Eu trabalhava com produção de eventos. Começou aos poucos. Comecei a usar o Orkut, depois o twitter. Comecei a me relacionar com blogueiros. Depois passei a fazer assessoria de imprensa e precisava entrar no online para essa AI. Eu trabalhava em uma revista, a Void, gerenciava projetos, e vários projetos que os clientes pediam era produção de conteúdo, non-mídia, então criávamos o blog para a marca, o twitter. Aí começou dentro da revista. E como a revista tinha outro foco de trabalho, resolvi abrir minha empresa, mas continuamos trabalhando junto. Comecei a usar ferramentas de monitoramento, por que eu precisava monitorar o que estava acontecendo. Então eu vi que era bem importante usar essas ferramentas de monitoramento, de desempenho, Google analytics. Não foi uma decisão minha entrar na comunicação digital, foi o mercado que precisava. Eu trabalhava com o público jovem. Antes de trabalhar na Void, eu trabalhava na rádio Ipanema, então eu precisava usar muito a internet. Foi algo natural. Faz parte, não tem como trabalhar relações públicas hoje sem trabalhar monitoramento de mídias sociais, não existe. Qualquer marca vai se deparar com isso. Minha empresa está se dando bem porque os profissionais de comunicação dentro das empresas não estão preparados e chamam alguém pra fazer. 

Como Relações Públicas com experiência na área digital, quais as funções e atividades que você realiza especificamente?

Monitoramento, produção de conteúdo, seja de vídeo, de foto. E relacionamento, o manter o dia a dia, ouvir, mapear alphas e betas, que são formadores de opinião. Ações de ativação, promoção, precisa chamar atenção para que queiram te escutar. 

Como acontece o mapeamento, estudo e monitoramento dos públicos de interesse de determinadas áreas de atuação das empresas (clientes) no ambiente digital? 

Primeiro, depende do trabalho que estamos desenvolvendo. Porque às vezes estamos desenvolvendo um trabalho que é sobre o produto, e não a marca em si. Trabalho hoje com a Converse, que é uma marca estrela, então não preciso trabalhar imagem institucional, ela não está construindo imagem. A marca trabalha com nichos de produto, trabalha produto...então é um pouco diferente. Então nós definimos uma estratégia, e dentro dessa estratégia eu tenho uma preocupação que é muito grande, e que as marcas têm dificuldade de entender: não é porque a internet é democrática que as ações vão ser para todo mundo, não, nunca vai ser. Como a Converse, tem para todo mundo, para todas as idades, mas a linguagem é para o público de 18 anos. Mapear o público que iremos atingir e ver que canal, não necessariamente o twitter, ou o blog. Aí depois do público, ver os interesses desse público. O Big, que é do Wallmart, por exemplo, que nós trabalhamos, o Big tem diversos tipos de públicos, tem a dona de casa, o jovem que é viciado em tecnologia, tem muitos públicos, então criamos conteúdo para públicos diferentes. Tem que mapear de acordo com o que a marca vende, e aí percebemos a forma como eles se comunicam e tentamos nos relacionar. Trabalhamos com nicho, que é muito mais fácil. É muito mais fácil definir toda uma estratégia específica para um público nichado do que para um público abrangente. Tem que ser nichado, usar a linguagem certa. Não é só jogar conteúdo na Internet e esperar que atinja todo mundo. 

Como é realizado o planejamento para fins de relacionamento online entre empresas (clientes) e seus públicos? 

Temos planejamento. Normalmente eu sento e planejo qual público é, que idade, o que faz. Aí fazemos um planejamento de conteúdo para ele, pois acreditamos que só vamos conseguir disseminar na internet o que é relevante. Tentamos ver a relevância das coisas para ele. Vemos nos relacionar com ele através de um conteúdo relevante para ele. Para que ele pense: quero me relacionar com essa marca, quero seguir ela, quero ler o blog dela, quero comentar o post. Então, a alma de tudo no planejamento é a relevância. É simples, não é nada novo. Por exemplo, se vai fazer um evento, tem que ver a música que todo mundo goste, que tenha comida, atrações, ver tudo que o público vai gostar. Na mesma forma é na internet. 

Para você, qual a importância de ter um Profissional de Relações Públicas à frente do planejamento e coordenação das atividades de relacionamento e fomento de conteúdo digital entre empresas-públicos? 

Vejo muito diferença. Trabalho muito com agências de publicidade, metade dos meus clientes eu atendo direto e metade eu tenho uma agência de publicidade no meio. E os profissionais de publicidade veem a internet como uma mídia, para anunciar, e nós temos momentos de estratégia de relacionamento e aí eu penso: vou pensar como uma relações públicas, porque eu não posso criar simplesmente um facebook pra vender. Mas se as pessoas falam de mim, tenho que ter um pensamento de comunicação bidirecional. Tenho que ouvir, tenho que falar, tenho que me comportar como uma instituição, como uma marca, uma pessoa, não como um anúncio. É bem diferente. Não vou trabalhar só com métricas quantitativas, mas com métricas qualitativas também. Vou trabalhar não só com números de comentários que teve no blog, mas que tipo de comentários, avaliação de sentimento. Não monitoro quantas citações eu tive da marca, mas citações por sentimento. Vejo muito essa diferença de um para outro, por eu estar trabalhando na internet, de um publicitário, que pensa no anúncio, na forma, na estética. Qualquer mesa de reunião, no conteúdo, na avaliação, tem muita diferença. E tem muito pouco profissional de RP nas agências. Eu vejo que faz muita diferença, nos detalhes. Direcionar o pensamento dos clientes de que as ferramentas não são só SAC, por exemplo, mas direcionar para o relacionamento. Tem que ver quem falou bem da marca e se preocupar em se relacionar com ela. E às vezes isso é muito simples, um RT que se dê em um tweet já faz efeito.

Especificamente, a partir da sua visão e experiência, qual é a função de um Relações Públicas frente ao cenário digital?  

A comunicação não mudou, ela não virou digital. O canal para comunicar pode ser digital. Então o mesmo pensamento que tem para fazer uma newsletter, um jornal, vai ter para o conteúdo digital. O mesmo motivo, o conteúdo, o que falar da empresa, o que mostrar da empresa. Agora as marcas adoram mostrar nas redes sociais o que elas estão fazendo. Mas tem que ter um discernimento até que ponto pode estar mostrando a empresa ou não. Estar respondendo, dando ouvidos para as pessoas. Se tu abrires um canal novo, tem que saber como vai responder, não é que tenha que responder a tudo como um SAC, mas se tu tens um twitter e recebe uma menção, uma direct message, tu tens que ter um plano de comunicação de como cada uma vai ser utilizada. 

Conte como foi o processo de criação, planejamento, execução e avaliação de um case de comunicação digital específico em que você atuou ou participou, e que a atividade de Relações Públicas foi fundamental para o êxito de tal campanha:

Um exemplo legal do online e offline. A Vivo criou um bicicletário na Padre Chagas. A pessoa pode pegar uma bicicleta emprestada e andar pelo bairro. Em um conceito sustentável. Daí fizemos um blog para falar sobre o bicicletário, quem passou por lá, falar sobre bicicleta. Divulgar o bicicletário. O blog não existiria sem o bicicletário e o bicicletário não teria tanto sucesso se não fosse o blog. E nós participamos desde a concepção, desde o início. Pensamos em algo offline... falamos sobre bicicletas, postamos vídeos, fotos de quem foi lá. As pessoas entram para ver quem foi lá. É um case super simples, mas é interessante. 

Na empresa ou agência onde você trabalha (trabalhava) há um reconhecimento de que o profissional de Relações Públicas é um grande indicado (talvez um dos mais preparados) para a atuação online por parte da diretoria e colegas? Por quê? 

Eu acho que não. Eles acabam concordando, pois eu defendo um ponto de vista, então eles entendem, mas eles não reconhecem: ah, ela é RP então ela pensa assim. Eles concordam, mas não reconhecem.

E para finalizar, (na sua opinião), para um profissional de Relações Públicas poder atuar a frente da área digital, qual a formação e conhecimento que ele precisa ter para desempenhar esse tipo de trabalho?

Quando eu fazia faculdade eu não tive nenhuma cadeira digital. Não fazíamos nenhum blog. Mas a geração logo em seguida já está mais antenada. O que eu acho que tem que ter é: não ter medo da ferramenta. É da vontade da pessoa. A galera que tem 18 anos já vai estar dentro, mas tem muita gente que não sabe mexer em nada. Tem que ter a visão de que o mundo não é divido em 2, é só um, essa visão que o offline continua sendo tão importante, que as coisas “tradicionais”, continuam importantes, e entender que as empresas têm que conversar mais do que nunca, tem que fazer sentido, que o usuário quer conteúdo. E se a marca não tem conteúdo não tem como inventar, dizer o que ela não é. Entra mais ainda o RP em imagem institucional, no que a empresa é, e para conseguir trabalhar na internet, não tem como dizer o que uma marca não tem. As redes sociais não mudam o que uma marca é...o que uma marca é, tem que ser em todos os lugares.

Entrevista 2: Relações Públicas online

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Como ontem eu comentei, irei postar as entrevistas que fiz para a pesquisa do meu trabalho de conclusão. A primeira das 5 entrevistas foi a da Carol Terra e hoje será postada a da RP Marcia Ceschini.

Para quem quiser saber mais sobre como foi o processo de amostragem, que chegou nesses 5 nomes, podem acessar o meu trabalho na íntegra nesse link.


Marcia possui formação (graduação, pós e especializações): bacharel em letras e, em seguida, fez Relações Públicas. Especialista em Marketing, pós-graduação. Estudiosa das comunicações digitais desde 2006.
Empresa onde atua e em qual setor (área): Chilli Comunicações. Parceira da Chilli, fazendo a parte digital. Tinha a própria consultoria, mas o pessoal da Chilli a chamou para fazer a parte digital, para fazer as estratégias junto com o pessoal de comunicação offline. Fazem de tudo, por isso se chamam comunicação 360º, englobam tudo que é de comunicação.

Como surgiu o interesse pela área digital e como você acabou ingressando nessa área? 

Foi nos primórdios da Internet. Eu casei em 97, e meu marido fazia faculdade de administração de banco de dados, e ele voltava da faculdade e ia fazer os trabalhos na Internet, quando, então, ele me mostrou a Internet. Fui pro chat do UOL, e comecei a ver que aquilo era um canal de comunicação. Comecei a ler as revistas INFO dele, revistas de tecnologia...e comecei a gostar dessa parte. Ainda não tinha uma atuação. Era mais uso. Comecei primeiro como usuária e fui acompanhando essa inovação. E aí o que aconteceu: 2006 começaram a surgir as redes sociais. Mas primeiro surgiram os blogs, em 1997. Em 98 eu fiz um blog, ainda no portal do Comunique-se. Mas eu achava uma comunicação muito estática, as pessoas não comentavam. Então eu abandonei o blog. Depois eu acabei fazendo um outro tipo de site no UOL de RP. E na pós-graduação, em 2006, os blogs tiveram uma importância muito grande no que é agora a nova comunicação, porque os blogueiros começaram a ser referência, começaram a ser informadores do que estava acontecendo. Então era assim: na minha pesquisa pra mono: vinha a informação pro blog, 3 a 4 dias depois ia pros portais e 1 semana só depois ia pra mídia impressa. Ou seja, tinha um delay muito grande que hoje não tem mais. Então os blogs... o que acontecia: eles começaram a pesquisar blogs de outros lugares, tinha muita referência, e eles começaram a compartilhar...começou aí essa questão de compartilhar conteúdo. E eles passaram a ser nossos informadores. E eu comecei a ver que era um canal. Eu comecei a estudar, e as redes começaram a ter mais volume. E de 2009 pra cá é que começou a se profissionalizar essa questão do digital.

Como Relações Públicas com experiência na área digital, quais as funções e atividades que você realiza especificamente?

Eu não sou mais só RP, sou especialista em Marketing, então eu tenho assim: você faz toda aquela aula de planejamento, que geralmente a gente não gosta na faculdade, e é super importante. Porque você tem que fazer uma análise de cenário, tem que saber quem é o público com quem você vai falar. E é mais de um público. Que linguagem você vai adotar, o que você vai publicar. Então são informações estratégicas...então eu atuo como planejamento estratégico de comunicação, que não envolve só relações públicas, mas envolve uma linguagem publicitária. Como eu tenho experiência, eu trabalhei em agência de propaganda também, trabalhei em veículo, então eu tenho uma gama maior de informação pra trabalhar isso. Se eu fosse definir a essência do meu trabalho lá, é relações públicas puro...porque é relacionamento. Tanto para o que a gente presta para os nossos clientes, tem a equipe que trabalha comigo, a equipe é focada pra trabalhar em cima de relacionamento: ser cordial, responder quando falam conosco, a gente foca em relacionamento. A gente procura trabalhar não só falando da empresa, mas do universo que ela atua.

Como acontece o mapeamento, estudo e monitoramento dos públicos de interesse de determinadas áreas de atuação das empresas (clientes) no ambiente digital? 

Como eu falei, já é previsto no planejamento de comunicação que é feito para o cliente. Quem nós vamos seguir? Às vezes vem uma pessoa que não é da área do cliente, mas ela é interessante, então a gente retribui o follow. É uma relação sempre direta com quem segue. É dentro do universo de atuação desse cliente, por exemplo, a gente tem um cliente que vende presentes finos, então a gente segue quem: arquiteto, decorador, organizador de evento. E de monitoramento, nós trabalhamos com uma ferramenta paga, chamada Live Buss, que permite que você monitore Facebook, Orkut, comunidade aberta, blogs, twitter e o Yahoo, e o Flickr. Onde a pessoa mencionou o cliente, a gente cadastra as palavras-chave, então o programa faz o mapeamento pra gente.

Como é realizado o planejamento para fins de relacionamento online entre empresas (clientes) e seus públicos? 

É basicamente dentro do foco de atuação. Se a gente atende um salão de beleza, a gente vai falar tudo de beleza. Seguir revistas de moda, lojas de sapatos, de roupa, blogs de dica de beleza, e é seguido por pessoas que gostam do salão. Mas fazemos um trabalho dentro do universo de beleza, porque um salão de beleza não é só cortar cabelo e fazer unha, tem as revistas de fofoca, que a cliente vai lá e vê, então a gente faz todo esse universo.

Para você, qual a importância de ter um Profissional de Relações Públicas à frente do planejamento e coordenação das atividades de relacionamento e fomento de conteúdo digital entre empresas-públicos? 

Eu diria que não só no digital. O RP é essencial em tudo. Nas minhas palestras eu falo para as pessoas: no mundo ideal, é interessante que tenha profissional de relações públicas, de publicidade, de jornalismo e de marketing trabalhando junto. Mas o que acontece? Pelas necessidades de mercado, eles procuram um profissional que tenha tudo isso. Por exemplo, RP não é preparado para fazer publicidade, não tem talento. Claro, isso no geral. Estamos na era do compartilhamento, do crowdsourcing, então é você juntar talentos para fazer uma comunicação melhor. Eu sou a favor de que sim um RP possa chefiar uma equipe de comunicação. Sempre falo nas palestras: não se limitem a ser contratados como relações públicas, porque RP cabe em todo lugar. Em qualquer lugar onde a comunicação não flui, você cria qualquer coisa que é uma comunicação. E é super importante, porque nós temos uma visão, ao contrário das outras matérias – não desprezando, porque eu dou valor a todas – nós temos a visão plena do cliente, do público envolvido, da empresa, da imagem da empresa, então nossa visão é mais ampla, então esse é o ganho para nós.

Especificamente, a partir da sua visão e experiência, qual é a função de um Relações Públicas frente ao cenário digital?  

Quando o cenário digital começou, eu comecei a falar para o pessoal da nossa área: se nós não aproveitarmos este momento, RP vai acabar. Porque assim, falando no que a gente começou falando, RP tem uma bibliografia defasada, tem uma atuação profissional estacada, ainda tem profissional pensa que fazer comunicação é fazer house organ, é fazer evento, e nós fazemos um trabalho muito mais abrangente do que isso, nós fazemos gerenciamento de marca, junto como pessoal de marketing, trabalhamos a imagem institucional da empresa. E uma outra coisa que eu acho essencial para um profissional de relações públicas é ética.

Conte como foi o processo de criação, planejamento, execução e avaliação de um case de comunicação digital específico em que você atuou ou participou, e que a atividade de Relações Públicas foi fundamental para o êxito de tal campanha: 

Um exemplo recente, que já está no nosso blog, da Chilli, a gente fez uma ação pontual pra Lupo, que a fábrica é em Araraquara. Do lançamento do “Neimar agora é Lupo”. Foi uma ação pontual, naquele final de semana, monitorou quando o Neimar fosse mencionar que ele era Lupo, e a gente criou, junto com a G2, que é a agência oficial da Chilli, mini vídeos sobre, tipo um making of da campanha, então em uma semana teve mais de 160 mil acessos no vídeo, e a gente mostrou pro cliente o relatório dessa ação, quantos seguidores ele ganhou no final de semana – porque foi um trabalho basicamente de 5 dias – em termos de número, é um caso de mais número. Também teve a Guedes Alumínio, que é uma fábrica local, que fazem caneca. Fizemos o site para eles, e eles queriam fazer uma ação pra trazer gente para o site. Então o que a gente fez: o sorteio, de uma choppeira de 4,2 litros e uma caneca de 1 litro, personalizada, e assim, no primeiro dia já teve 26 pessoas visitando, a pessoa tinha que visitar, deixar os dados no site, e falar qual caneca quer. São ações que você faz, e só dar certo se tiver o engajamento, se quem vai consumir aquela comunicação vai se interessar por ela.

Na empresa ou agência onde você trabalha (trabalhava) há um reconhecimento de que o profissional de Relações Públicas é um grande indicado (talvez um dos mais preparados) para a atuação online por parte da diretoria e colegas? Por quê?

Tem. E assim, a gente usa isso como diferencial competitivo. Pois falamos que somos uma equipe multidisciplinar, tem relações públicas, tem jornalista, tem publicitário, tem estrategista, então eles não só valorizam, como eles fazem questão.

E para finalizar, (na sua opinião), para um profissional de Relações Públicas poder atuar a frente da área digital, qual a formação e conhecimento que ele precisa ter para desempenhar esse tipo de trabalho?

Seja comunicador, não podemos nos limitar a ser publicitário, ser jornalista, a gente tem visto que o mercado faz com que você seja comunicador. Você vai além da sua área de formação. É possível, por exemplo, que você seja relações públicas e faça trabalho de assessoria de imprensa digital. A pessoa deve ter em mente que ela é um comunicador, tem que falar mais de um idioma, aquela questão da curiosidade profissional, estar a par de tudo, e gostar. Eu trabalho 12 a 14 horas por dia com internet e ainda chego em casa e vou estudar. De um dia pro outro aparecem muitas coisas nessa área, então você que trabalha com digital não sabe, então quem vai saber? O desafio é diário.

Entrevista: Relações Públicas online

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No segundo semestre do ano passado, fiz minha monografia, meu trabalho de conclusão de curso, sobre Relações Públicas online: relacionamento com os públicos através das ferramentas digitais (está aqui, para quem quiser conferir).

Na minha pesquisa, escolhi fazer entrevistas com profissionais de Relações Públicas que atuassem nessa área pelo menos a mais de 3 anos. No processo de amostragem, cheguei a 5 profissionais.

Como as entrevistas foram ótimas e me deram muito material para a minha avaliação, achei que seria um "desperdício" deixá-las apenas no computador, sem divulgar. Portanto, hoje inicio a série de postagens de 5 entrevistas que compuseram o meu trabalho final da graduação.

Começo com a entrevista com a Carol Terra, doutora e mestre em Interfaces Sociais da Comunicação, especialista em Gestão Estratégica da Comunicação Organizacional e Relações Públicas, todos pela ECA-USP, e formada em RP pela UNESP/Bauru. Iniciou sua carreira em Bauru, atuando em empresas como FIAT e Associação Hospitalar de Bauru. Atuou como Relações Públicas da Vivo, foi coordenadora de comunicação corporativa do MercadoLivre e dirigiu a área de Mídias Sociais da Agência Ideal. É atualmente docente para os cursos de Relações Públicas e Publicidade e Propaganda da Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado e da pós-graduação em Comunicação Digital, da ECA-USP. Também ministra disciplinas relacionadas às mídias sociais e comunicação organizacional em diversos cursos de pós-graduação pelo Brasil. É autora do livro Blogs Corporativos, Mídias Sociais...e agora? e editora do blog RPalavreando.


Como surgiu o interesse pela área digital e como você acabou ingressando nessa área? 

Eu sempre gostei da área digital e tive meu primeiro contato na universidade, quando fiz um curso de mídias digitais, pelo Senac. Na época, era algo relacionado com webdesigner e construção de sites em HTML. Logo que me formei, fui trabalhar em uma operadora de telefonia celular – Vivo - e o contato com tecnologia foi ainda mais natural. Passei a cuidar da intranet da empresa e, automaticamente, estava lidando com mídias digitais. Depois de quase cinco anos na operadora, fui convidada para estruturar a área de comunicação corporativa de um site de comércio eletrônico, o MercadoLivre. Mais uma vez, o contato com tecnologia e mídias digitais cresceu e se solidificou. Em paralelo, sempre fui tocando minha carreira acadêmica, cursando uma extensão, uma pós (latu senso) e o mestrado e doutorado. Quando saí do MercadoLivre, resolvi abrir minha própria agência de comunicação totalmente focada em mídias sociais, a FourC. A 4C logo foi incorporada pela agência Ideal, onde me tornei a responsável pela área de mídias sociais tocando contas de clientes como Google, McDonalds, Pepsico, Hospital Albert Einstein, Grupo Pão de Açúcar, Nike etc. Há alguns meses, saí da agência para um período sabático e ao retornar ao Brasil, em novembro, pretendo me dedicar à carreira acadêmica e também à consultorias empresariais pontuais.

Como Relações Públicas com experiência na área digital, quais as funções e atividades que você realiza especificamente?

Sou responsável pela gestão de todas as contas acima mencionadas e por todos os funcionários da agência que cuidam destas organizações. Portanto, tenho que supervisionar e intervir no planejamento de relações públicas digitais para cada uma das contas, monitoramento e acompanhamento da marca (escolha dos softwares mais adequados), entrega e produção de relatórios de performance específicos dos perfis de mídias sociais destas empresas, desenho de estratégias de mídias sociais, gestão de crises nesse ambiente e consultoria de ações de comunicação voltadas ao ambiente digital. Além disso, sou responsável pela gestão dessas pessoas, produção de treinamentos, cursos, palestras e workshops de mídias sociais para tais organizações, para a minha equipe e para os demais funcionários da agência.

Como acontece o mapeamento, estudo e monitoramento dos públicos de interesse de determinadas áreas de atuação das empresas (clientes) no ambiente digital? 

Cada cliente tem uma necessidade de comunicação específica que demanda ações e públicos específicos que quer atingir a depender de seus objetivos. O mais importante a ser definido antes de iniciar qualquer estratégia de comunicação digital é o objetivo que se quer atingir ao estar nestes ambientes. Aí, passa-se ao mapeamento dos públicos de interesse que consiste em encontrar em quais ferramentas estes estão, que tipo de linguagem utilizam, que tipo de abordagem querem etc. Faz-se um diagnóstico de presença da marca nos ambientes digitais, definindo-se qual é a percepção que os públicos têm dela e também aproveita-se para identificar onde estão os públicos que dela falam, quem são, qual seu nível de influência, qual é a favorabilidade em relação à empresa e quem são seus principais influenciadores. O primeiro passo, portanto, é esse diagnóstico da marca nos ambientes de mídias sociais.

Como é realizado o planejamento para fins de relacionamento online entre empresas (clientes) e seus públicos? 

Da mesma forma que se realiza o planejamento de ações de comunicação, independente da mídia (suporte) que se vai utilizar. Diagnóstico, definição e mapeamento dos públicos (perfis, linguagem, abordagem), escolha das estratégias de ação, definição das ferramentas de controle (softwares de varredura, de monitoramento) e avaliação (formatos de relatório), periodicidade etc.

Para você, qual a importância de ter um Profissional de Relações Públicas à frente do planejamento e coordenação das atividades de relacionamento e fomento de conteúdo digital entre empresas-públicos? 

O profissional de RP é a meu ver o mais bem preparado para lidar com ações de relacionamento no ambiente digital, justamente por conhecer toda a metodologia de contato entre uma organização e seus públicos. Temos uma formação mais holística que nos permite traçar estratégias de relacionamento entre organizações-públicos independente do instrumento, mídia, suporte a ser utilizado. No entanto, outras habilitações da comunicação e outras áreas como administração, economia, estatística etc têm se apropriado do tema e também trabalhado com isso. Não somos os únicos aptos às mídias sociais, mas temos um conjunto de características que nos permite atuar com isso, se quisermos.

Especificamente, a partir da sua visão e experiência, qual é a função de um Relações Públicas frente ao cenário digital?

O nosso maior papel é o de gestor da comunicação, seja no ambiente on ou offline. Temos a função de delinear estratégias de comunicação para as organizações sejam elas no ambiente on ou offline. Podemos atuar em qualquer etapa da produção do trabalho: desde a concepção, planejamento, até execução em si das estratégias digitais, avaliação e entrega.

Conte como foi o processo de criação, planejamento, execução e avaliação de um case de comunicação digital específico em que você atuou ou participou, e que a atividade de Relações Públicas foi fundamental para o êxito de tal campanha:

Gosto muito do caso do uso das mídias sociais para o McDia Feliz, do McDonalds, em parceria com o Instituto Ronald McDonald, no combate ao câncer infantil.
Primeiro planejamos a estratégia pré-evento: contatamos todos os influenciadores online que poderiam nos ajudar a disseminar a rmensagem sobre o McDia e incentivar a adesão por parte da opinião pública em geral.
Convidamos alguns desses influenciadores online para a coletiva de lançamento do evento e também para fazer a cobertura do dia em tempo real.
O resultado foi um sucesso estrondoso: conseguimos entrar nos trending topics globais, nacionais e locais com o tuitaço coletivo que foi promovido e também nos relacionamos com webcelebridades que ajudaram a dar volume e brilho à causa.
Além da ação de relacionamento, totalmente pautada em estratégias de Relações Públicas, também fizemos uma cobertura em tempo real do evento via Twitter e acabamos por ganhar a atenção de outros usuários que nos ajudaram a difundir a mensagem e deixar o dia em evidência.

Na empresa ou agência onde você trabalha (trabalhava) há um reconhecimento de que o profissional de Relações Públicas é um grande indicado (talvez um dos mais preparados) para a atuação online por parte da diretoria e colegas? Por quê?

Sim., certamente, pois eu era uma das diretoras da agência e a única responsável pela área de mídias sociais. Esse reconhecimento me foi dado pela minha formação e pelo investimento acadêmico que sempre fiz na área.

E para finalizar, (na sua opinião), para um profissional de Relações Públicas poder atuar a frente da área digital, qual a formação e conhecimento que ele precisa ter para desempenhar esse tipo de trabalho?

Primeiro, o profissional precisa ter uma sólida formação com conhecimentos gerais e técnicos bons, conhecimento de línguas, flexibilidade, jogo de cintura, capacidade análitica e de entrega de resultados. É preciso provar sempre os resultados que deram a ação que foi feita em mídias sociais. Depois, é preciso investir em alguns cursos específicos voltados para a área, leituras e análise de cases e assim por diante. Se o profissional não tiver a chance de ganhar experiência nessa área, sugiro que monte um portifólio próprio de ações a partir de seus perfis pessoais de mídias sociais, pequenos trabalhos na área para negócios menores, instituições filantrópicas etc. Vontade e proatividade também são fundamentais.

XVII Seacom

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Com o tema "A Comunicação pode mudar o mundo", a XVII Semana Acadêmica do Curso de Comunicação Social da Unisc acontece semana que vem, de 20 a 24 de agosto.


As palestras serão nos turnos da manhã e da noite, e a tarde terão oficinas com os profissionais. Abaixo, segue a programação:

Todos os alunos do Curso de Comunicação Social, bem como profissionais e interessandos estão convidados a participarem!

Comunicação em ascensão

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Trazendo novamente uma notícia importante para a área de Comunicação que saiu essa semana, o site do Jornal Cruzeiro do Sul trouxe: “Procura por comunicólogos deve crescer 15%”. E complementa: Mercado está em alta para jornalistas, assessores de imprensa, relações públicas e outros da área, em 2012.

Não querendo ser repetitiva em relação ao post da semana passada aqui no uniRP, somente quis trazer a notícia afim de comentá-la brevemente, e reforçando ainda mais o quanto os tempos são favoráveis e os ventos sopram na direção da comunicação. E aqui, em comunicação, leia-se o trabalho integrado das áreas, atuando de maneira a convergir os esforços e habilidades de cada um para um mesmo caminho, apresentando uma forma de fazer a comunicação de forma excelente, completa e eficaz.

A reportagem começa trazendo que, devido ao cenário vigente – o de grande competitividade das empresas, similaridades de produtos e serviços e inovações voláteis, além da liberdade que o consumidor encontra com as redes sociais em suas mãos – a urgência é em adotar uma diferenciação e humanização, com foco em diálogo e relacionamento. Sobre isso, um trecho diz “Diante desse cenário, tornou-se fundamental mostrar ao mercado e ao consumidor quem é a empresa por trás de um produto. "Uma empresa que constrói uma forte reputação tem uma grande vantagem competitiva, principalmente em mercados de grande concorrência. É aí que se insere o trabalho dos profissionais de comunicação, como o relações públicas, o assessor de imprensa e o jornalista", destaca o professor Maurício Luis Marra, Diretor Acadêmico da ESAMC Sorocaba”. 

E pra complementar, o mesmo professor diz: “Uma organização não fala somente com esse público. Ela se relaciona, também, com seus colaboradores, parceiros, fornecedores, distribuidores, governo, comunidade etc. Aqui, novamente, temos que ter profissionais qualificados para exercer o trabalho de relações públicas, assessoria de imprensa e jornalismo empresarial”.

Já passamos da metade de 2012 e mesmo assim as previsões só melhoram, o que devemos esperar que em 2013 a realidade possa ser ainda melhor. Portanto, é muito importante que os comunicólogos invistam em sua formação, além de uma atualização constante em relação às exigências do mercado.

Como há muito já se vem percebendo, as áreas da comunicação não devem ficar estanques às suas atividades e características iniciais. Múltiplas habilidades e, principalmente, visão holística das estratégias de comunicação como um todo vêm a acrescentar e diferenciar o profissional.

Relações Públicas: uma conquista de espaço

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Ontem, na revista Meio & Mensagem, foi publicada uma entrevista com Richard Edelman (CEO da Edelman - nada mais, nada menos do que a maior empresa de Relações Públicas do mundo).

Na entrevista, imperdível - diga-se de passagem -, ele fala sobre o negócio da empresa, que primeiramente foi criada por seu pai, e que vem crescendo exponencialmente, trabalhando para grandes empresas e marcas a terem diferencial num mundo de alta competitividade. Além disso, fala também das metas e das visões de futuro dele para o negócio da empresa.

Uma parte que vale destacar é quando ele diz que a empresa não fará parte de uma holding de publicidade, pois "se entrarmos para uma grande holding, a disciplina de relações públicas se tornará subserviente à publicidade, porque, por enquanto, ela é muito maior em volume de negócios. Em uma campanha, geralmente, o criativo da agência diz “vá e faça”, e o RP faz. Nós não acreditamos mais neste modelo histórico e defendemos que as ideias que estão do lado de relações públicas vão prevalecer em relação às da publicidade daqui para frente". E complementa expondo sua opinião sobre a atualidade, perspectiva que sabemos que há anos vem se consagrando: "A razão é que mentalidade das pessoas está mudando. Antes, uma celebridade como Pelé apoiava um produto e dizia porque o estava comprando. Agora, as pessoas querem saber o que os seus amigos estão dizendo sobre o produto".

A entrevista traz de forma contundente a dualidade como ainda é vista e operada a relação Publicidade e Relações Públicas. Como Richard comenta, "A publicidade foi ótima em um período de confiança e de concentração de mídias. Mas as pessoas não acreditam mais nos governos e corporações. A publicidade representa mensagens de cima para baixo, com sua característica de ser estática e com forte impacto visual. As relações públicas, pelo contrário, são melhores em mensagens horizontais, para diversos públicos". Esse trecho é importantíssimo, mas não devemos olhar no sentido de competitividade, de disputa de posições, mas sim que os tempos estão mudando - de fato - e que a realidade e a mentalidade dos profissionais da área devem focar para esse caminho ao qual ele explica e que claramente vemos como a união de esforços e não de um sobrepondo-se ao outro.

Um outro trecho diz que "Antes, o foco era na campanha e o RP era o fim da cauda da raposa. Agora, ele vem primeiro, para ajudar na formação de opinião e iniciar o buzz que a publicidade irá seguir". Se antes a publicidade foi importante (e de fato foi) em tempos de consagração das marcas e ganhos de posicionamento destacado, hoje sabemos que a publicidade não pode mais agir sozinha e nem prescindir das Relações Públicas em uma atuação conjunta, em prol de um trabalho de comunicação completo e estratégico essencial para as empresas atualmente. Como a frase abaixo, que a página Espalhe compartilhou:


Vejo isso não como uma queda da publicidade, mas sim que, comparado a outros tempos, Relações Públicas tem grande valor tanto quanto, ou até mais, em virtude dos tempos atuais em que vivemos, onde reputação, imagem e posicionamento estão tendo novas roupagens perante a visão do consumidor, que não aceita (e não acredita) mais que as empresas falem por si, ele quer falar e quer ouvir os seus semalhantes falarem de igual maneira.

Sabemos (e é quase palpável) o quanto as Relações Públicas vêm crescendo, e o cenário das redes sociais ajudou muito nesse processo, como Richard Edelman comenta na entrevista. Nesse sentido, também ouvi das entrevistadas de quando eu fiz meu trabalho de conclusão de curso (eram RPs, que trabalham há mais de 3 anos com comunicação digital), agora é a hora de RP se firmar como estrategista da comunicação, de consagrar sua posição perante a área da comunicação como um todo.

 E aproveitando o ensejo da entrevista e desta discussão, gostaria de comentar uma realidade que constatei há uns dias, na ocasião em que fui falar sobre RP em uma turma de primeiro semestre do curso de comunicação, na disciplina de introdução a comunicação. Trata-se de uma realidade totalmente oposta de quando eu, por exemplo, entrei na faculdade. Se antes a maioria eram alunos de Publicidade e Jornalismo, agora isso se inverteu: nesta turma em questão, de 60 alunos (vou arredondar) 25 eram alunos de Relações Públicas, 25 de Produção em Mídia Audiovisual (um curso que vem crescendo muito também) e os 10 restantes se dividiam entre alunos de Publicidade e Jornalismo.

Não quis falar disso por um intuito de competição, claro que não. Apenas que devemos estar atentos e saber essas realidades da nossa área, e também por constatar o quanto de fato a área de RP vem adquirindo reconhecimento, não só por parte do mercado em si, mas também, agora, na área acadêmica.

O "gol" no mercado de trabalho

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Seja no início, no meio ou no final da graduação, estamos constantemente em busca de nosso “lugar ao sol” – leia-se mercado de trabalho. Durante esse período, nos viramos como dá, tanto para ter experiência quanto para auxiliar financeiramente (ou viabilizar 100%) nossa conclusão de um grau superior. 

Tem gente que pode sempre passar por estágios, projetos voluntários e etc, mas tem gente que precisa pagar pelos estudos, e nem sempre os estágios são suficientes para isso.

Mas vamos pegar a situação de quem teve que pagar pelos seus estudos e não pode realizar estágios práticos na área. Trabalhou, mas estudou. Têm experiências administrativas não condizentes com a área, mas possui o conhecimento teórico que a academia proporciona. E quando a graduação chega ao final, esta pessoa pode finalmente se dedicar à sua área e ir em busca da vaga tão sonhada como profissional pelo qual se formou. Aí, o que ele encontra são seleções que estampam: “com experiência na área”; “com x anos de experiências”, e por aí vai. Situação difícil e comum, quando parece que ninguém quer ajudar esse novo profissional a dar seu primeiro passo.

Aí pensando nessa situação, me lembro da situação no futebol. Muitas vezes, um clube pega um ex-jogador para ser técnico. Experiência para tal, especificamente, ele não tem, mas ele tem o conhecimento, viveu dentro do campo, viu as táticas dos outros colegas que acabaram por ser efetivas, não só jogou, mas teve uma visão diferenciada e analítica do jogo, e por aí vai. Uma trajetória assim passa quem teve que estudar a graduação inteira e chega após a formatura e quer atuar como profissional da área, porém não encontra apostas no seu trabalho.

Claro, no futebol, todo esse conhecimento é pela vivência prática dentro de campo. Mas a analogia que quero fazer é que essa vivência é o que ele precisa para se fazer jogador, assim como para um aluno, é a vivência na faculdade que ele precisa para se fazer profissional

O aluno jogou durante 4 ou 5 anos em meio ao campo, jogadas das disciplinas, viu grandes mestres fazerem gols (aulas), viu como a sistemática dos clubes (empresas) funcionam e após toda essa vivência, ele se sente preparado para também dirigir um clube. No futebol, como sabem da trajetória de um jogador, o clube o aceita e aposta nele.

As empresas não deveriam fazer o mesmo com os recém-formados profissionais? Antes de exigir uma experiência sólida de atuação na área, as empresas deveriam conhecer o “aluno/jogador”, seus gols, seus passes certeiros, suas grandes jogadas, enfim, sua trajetória de conhecimento. Afinal, a prática só é bem feita quando aliada a uma consistente teoria, se não estaríamos na faculdade sem razão. E, ainda, é na faculdade que temos a chance de dar os passes errados, chutar as bolas para fora e, com esses erros, aprender para finalmente acertar no meio da rede.

Infelizmente falta um pouco de credibilidade e aposta por parte dos contratantes. Mas, como bons jogadores, quer dizer, como bons alunos que sabem o que realmente fizeram e o grau de sua formação e conhecimento, o próximo gol será certo, só basta achar o time!

Palestra sobre Planejamento on e offline

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Curso de Relações Públicas da UNISC recebe palestra sobre Planejamento on e offline 


 No dia 03 de maio, o Curso de Relações Públicas da UNISC recebe a palestra de Claudia Palma, da agência Browse de Porto Alegre.  Intitulada “Mundo virtual e real: o Planejamento integrando a comunicação on e offline, a palestra é uma promoção da turma de Planejamento em Relações Públicas e acontece na sala 5328, a partir das 19h30min.

 
Claudia Palma é Digital PR (Relações Públicas digitais) e vem falar sobre sua experiência com planejamento tanto na comunicação offline, ou seja, a comunicação tradicional, quanto na comunicação online, através das mídias digitais. Atualmente, a Relações Públicas é sócia da Agência Browse, agência de estratégia em comunicação digital, produção de conteúdo e seeding. Claudia Palma também possui experiência em empresas como a revista VOID, Rádio Ipanema e Dado Bier, onde atuou como gerente de projetos, produtora de eventos, planejamento de mídia e marketing.

O objetivo da palestra é proporcionar aos acadêmicos, professores e profissionais da área um momento de reflexão sobre a atuação do profissional de Relações Públicas neste cenário da comunicação digital e ressaltar a importância da realização de um cuidadoso planejamento de comunicação, além de promover a troca de experiências e ideias entre os participantes. Todos os alunos e professores do Curso de Comunicação estão convidados, bem como profissionais da área interessados.

"Mídias Sociais" na Aula Inaugural do Curso de Comunicação Social da UNISC

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Nos dias 21 e 22 de março, respectivamente quarta e quinta-feira, o Curso de Comunicação Social da Universidade de Santa Cruz do Sul (UNISC) irá realizar sua Aula Inaugural do primeiro semestre de 2012. No turno da noite, o evento irá ocorrer dia 21, no Anfiteatro do bloco 18, a partir das 19h30. Pela manhã, na Sala 101, a partir das 8 horas.



A aula do dia 21 será ministrada por Gil Giardelli, professor nos cursos de Pós-Graduação e MBA na ESPM , com mais de 13 anos de experiência na era digital e CEO da Gaia Creative (http://www.gaiacreative.com.br/), empresa em que implementa inteligência de mídias sociais, economia colaborativa e gestão do conhecimento para empresas e instituições como Fundação Roberto Marinho, Grupo CCR, Grupo Educacional Cruzeiro do Sul, BMW Brasil, MINI Brasil, Grupo GSM Brasil, Promobom Autopass, Apogeo Investimentos, entre outras.


Giardelli, que é fundador de outras cinco empresas da era digital e desenvolveu a presença e relacionamento digital e consultorias de Inteligência.com para empresas, Hospital Israelita Albert Einstein, KODAK, falará sobre o tema “Colaboração Humana, Inovação Coletiva e Crowdsourcing: a comunicação na era das redes”.


Para a manhã do dia 22, a aula inaugural será realizada com a presença de Luiz Antônio Araujo, jornalista diplomado pela Universidade Federal de Santa Maria, editor do caderno Cultura e repórter especial no jornal Zero Hora, comentarista da TVCOM e autor de “Binladenistão – Um Repórter Brasileiro na Região mais Perigosa do Mundo” (finalista do 52º Prêmio Jabuti de Literatura 2010).


Entrevista: Da formação ao mercado, os cenários para o profissional de comunicação

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Hoje temos o post da colega acadêmica de RP da UFRGS, Daniela Mattos, que gentilmente quis contribuir para o blog a entrevista que realizou com o Relações Públicas Wallace Ischaber.




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Diversos autores vêm trabalhando com a hipótese da função estratégica dos Relações Públicas nas organizações em função das atividades desempenhadas nesta área terem como base o planejamento. Por outro lado, cada vez mais as organizações preocupam-se com a sua imagem, em alguns momentos, mais até do que com a qualidade dos produtos ou serviços oferecidos. Entretanto, o mundo organizacional está percebendo a necessidade de mudar essa cultura do "parecer" para, de fato, "ser" aquilo que prega em sua missão, visão e valores. Tal mudança abre espaço para um perfil de profissional mais atento a essas necessidades, para a sociedade em torno da organização. Este pode ser considerado o diferencial do Relações Públicas: a capacidade de diagnosticar, prever e determinar as estratégias mais adequadas a cada situação apresentada pelo ambiente.


Para Margarida Kunsch , aos Relações Públicas cabe assessorar os dirigentes estrategicamente, percebendo as oportunidades e possíveis dificuldades na comunicação, e também na imagem institucional na sociedade com a qual a organização se relaciona. Esses profissionais, segundo a autora, que avaliarão como o comportamento dos públicos e da opinião pública poderão afetar os negócios e a existência da organização. Diante deste cenário, mais do que pensar na gestão estratégica da comunicação, é preciso que o planejamento de Relações Públicas esteja alinhado com o planejamento estratégico.


Sendo assim, o que se pretende obter com esta entrevista, são algumas respostas acerca da prática das relações públicas, e se os profissionais atuantes no mercado, aqui representado por Wallace Ischaber, levam além da graduação esses preceitos intrínsecos à área. Pretende-se, com o material disponibilizado em formato de entrevista, demonstrar os caminhos possíveis para o Relações Públicas através da trajetória deste profissional que conseguiu, e consegue, vislumbrar na sua formação oportunidades sem limites. O qual observa que o mercado está aberto para aqueles que conseguem fazer bem o seu trabalho e trazer resultados para a empresa assessorada.




Wallace Ischaber, tem 34 anos, graduado em Relações Públicas em 2004 - Belo Horizonte/MG. O profissional mostra-se bastante convicto em relação à escolha da sua profissão. Em parte da sua carreira esteve envolvido com o meio acadêmico e conquistou alguns prêmios importantes. Apesar disso, segundo ele, seu lado prático sempre “falou” mais alto do que o teórico. Assim, ele deixou a vida acadêmica e resolveu enfrentar o mercado. E é nesse momento que sentiu a necessidade de procurar outras especializações, todas elas com algum vínculo à formação de RP, a qual define como “1ª e principal formação”. Atualmente Wallace atua como consultor e assessor, desenvolvendo projetos de relações públicas para pequenas e médias empresas e entidades de terceiro setor, atua também na área política e é assessor de comunicação digital do Conselho Federal de Profissionais de Relações Públicas – CONFERP.



ENTREVISTA: Wallace Ischaber “Tenho orgulho em falar: sou Relações Públicas”


Conte-nos um pouco sobre a sua trajetória profissional. Vimos que você tem várias especializações, o que fez você buscar a carreira de Relações Públicas?


WALLACE: Na verdade a minha 1ª e principal formação é a de Relações Públicas. Tenho orgulho em falar: “Sou Relações Públicas”! Em meu início de carreira fui muito ligado à área acadêmica, ainda como aluno atuava em uma agência experimental de Relações Públicas da instituição onde graduei, antes de concluir o curso eu já estava como coordenador adjunto desta agência. Então eu estava muito próximo de alunos e vivenciando e compartilhando experiências com professores. Neste período, conquistei algumas indicações e prêmios, em 2007 fui indicado ao Prêmio RP do Brasil - Categoria Profissional Revelação - no site http://www.rpdobrasil.com.br/, em 2006 obtive o 1º Lugar como Relações Públicas em Newsletter Digital em Comunicação e Cidadania e 3º Lugar em Eventos na 13ª EXPOCOM. Em 2005 conquistei o 2° Lugar no XXIII Concurso Nacional Universitário de Monografias e Projetos Experimentais de Relações Públicas - ABRP São Paulo - Categoria: Organizações do Terceiro Setor e o 1º Lugar com a Agência Júnior Experimental de Relações Públicas 12ª EXPOCOM, dentre outros.Mas meu lado prático sempre “falou” mais alto que o teórico. Desejando alçar outros vôos, deixei a vida acadêmica e fui ganhar asas no mercado. Minhas especializações vieram da necessidade imposta pelo mercado. Hoje uma simples graduação não é base para concorrer no acirrado mercado de trabalho. Mas não procurei especializações muito diferentes de minha realidade que sempre foi comunicação e RP. Atualmente são elas: Pós em Marketing, Comunicação Coorporativa, Comunicação Digital, Administração e Recursos Humanos.




Quais as suas atividades hoje?

WALLACE: Como filho mais velho, em uma família tradicional mineira, voltei ao lar e hoje sou responsável pelos negócios da família. Administro duas empresas em ramos bem diferentes, uma empresa de porte médio cujo negócio é manutenção de máquinas pesadas de mineração e a outra é uma transportadora interestadual de pequeno porte.Minha atividade principal ainda é a comunicação e as relações públicas, de onde vem meu sustento, meu “ganha pão”. Atuo como consultor e assessor, desenvolvendo projetos de relações públicas para pequenas e médias empresas e entidades de terceiro setor. Na área política, atuo na criação e gestão de campanhas, assim como assessoramento político para entidades e pessoas públicas em cargos eletivos. Também contribuo com minha profissão, sou assessor de comunicação digital do Conselho Federal de Profissionais de Relações Públicas – CONFERP.




“Um curso superior também molda o senso crítico das pessoas.”




A sua formação como Relações Públicas é importante para o trabalho que você desenvolve?

WALLACE: Minha formação é tudo! Sem ela não existo, não teria como realizar o meu trabalho, o cerne de tudo que desenvolvo e faço foi aprendido na minha formação em Relações Públicas. É como médico, só é quem fez medicina. RP só é quem fez RP.Em minhas outras atividades já mencionadas, a formação de RP também é importantíssima. Uma formação em Relações Públicas não é um simples curso técnico, é um curso de ensino superior completo, onde também existe a grade básica e de suporte. É um curso de “formação” e profissionalização. Além de formar profissionais de Relações Públicas, formam e moldam pessoas também. Um curso superior também molda o senso crítico das pessoas.


Em sua opinião, a área de comunicação tem o espaço que merece no cenário das organizações contemporâneas?


WALLACE: A área de comunicação tem mais espaço do que merece. Hoje a preocupação é a comunicação, é a imagem e a publicização das ações.Nunca a comunicação teve tanto espaço nas organizações, para reduzir gastos, para aumentar vendas, para projetar imagem, para resolver ou fugir de problemas.



Quais profissionais compõem a Assessoria de Comunicação em que você atua? Há uma divisão clara nas atividades desenvolvidas entre as habilitações?


WALLACE: Hoje dependendo do projeto, trabalho com vários profissionais de várias áreas, de fotógrafos à titereiros. A multidisciplinaridade na comunicação é muito abrangente. Mas cada um faz aquilo que mais entende, não adianta demandar a confecção de um release a um publicitário ou o planejamento de percepção de imagem a um jornalista ou a criação de uma peça a um RP. É cada um no seu quadrado.



Em sua opinião, o profissional de Relações Públicas possui um papel de estrategista/estratégico ou ainda trabalha como executor de tarefas?


WALLACE: Depende do profissional, conheço e já trabalhei com profissionais de RP excelentes estrategistas e já trabalhei também com excelentes RP’s tarefeiros. Depende do perfil e da área de atuação daquele profissional.



Até que ponto você, como profissional de Relações Públicas, tem autonomia de tomar decisões na gestão da Comunicação Organizacional das organizações assessoradas?


WALLACE: É muito engraçada esta pergunta, até um médico tem limites na sua tomada de decisões, hora depende da ética, hora depende dos familiares do paciente. Com o profissional de relações públicas é a mesma coisa, vai depender do seu nível hierárquico, de sua função, da verba para o projeto ou setor e até mesmo do estado de espírito do patrão.Como assessor devo fazer o que me demandam, como consultor depende do cliente acatar as sugestões ou não, como administrador do próprio negócio, depende do meu desejo e vontade.


Quais as mudanças e os desafios para as Relações Públicas em um cenário de convergência e de ênfase na comunicação digital?


WALLACE: Hoje o profissional deve ser ágil, deve prever tudo. Vislumbrar os cenários, ter bom arcabouço teórico, se atualizar, ser “antenado”. Na prática pouca coisa mudou. Não ficou mais difícil, ficou mais rápido. O Profissional de RP deve ter respostas rápidas. Em compensação, multiplicaram as ferramentas e os meios. Há 15 anos, por exemplo, você não atingia um público interno ou “chão de fábrica” de uma metalurgia utilizando o e-mail, hoje estamos à frente do e-mail, com SMS, redes sociais e etc, isso só para citar como um exemplo rasteiro.



Quais as perspectivas para o profissional de Relações Públicas? Quais são as oportunidades hoje, em sua opinião, em que os profissionais de Relações Públicas podem empreender?


WALLACE: O mercado esta crescendo muito, mas se tornando também bastante exigente. Hoje temos oportunidades em todos os ramos e segmentos, basta abrir a cabeça, atender da melhor forma e superando as expectativas para dar aquilo que o cliente precisa. Alguns anos atrás, trabalhar a comunicação e imagem era coisa de empresa muito grande, multinacional ou grande empresa pública. Hoje qualquer negócio, empresa ou pessoa pública sabe da necessidade da construção de imagem e maximização dos lucros. O campo esta aberto, basta ser bom naquilo que faz. Durante toda a história de nossa sociedade, para os bons o espaço está garantido. Tem que saber fazer o trabalho direito e trazer resultados.




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Referências:
KUNSCH, M. M. K. . Planejamento e gestão estratégica de relações públicas nas organizações contemporâneas. In: VIII Congresso Latino-Americano de Pesquisadores da Comunicação, 2006, São Leopoldo, RS. VIII Congresso Latino-Americano de Pesquisadores da Comunicação. São Leopoldo, RS : Unisinos, 2006. v. 1. Disponível em: http://www.unirevista.unisinos.br/_pdf/UNIrev_Kunsch.PDF Acessado em 07/12/2011.

A Memória Organizacional como estratégia de relacionamento com o Público Interno

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Finalizei meu trabalho de conclusão do Curso de Comunicação Social – Hab. Em Relações Públicas final do ano passado, com apresentação para a banca e nota final 10. Achei interessante compartilhar a conclusão deste trabalho aqui no blog, tanto por ser um assunto relativamente novo, mas também por ter resultados bastante interessantes que servem tanto para nós profissionais debatermos, como para o meio acadêmico. Então lá vai...


Interessante é iniciar um trabalho desta profundidade com apenas alguns problemas e algumas suposições que muitas vezes achamos não serem reais, mas ao final da pesquisa, por meio das referências bibliográficas e da parte prática do trabalho, percebe-se que a teoria construída por você mesmo, tem fundamento e pode ser ainda muito aprofundada. No meu caso, constatei que a memória organizacional na região do Vale do Rio Pardo está ocupando um espaço estratégico dentro das instituições, sendo que esse trabalho está cada vez mais se ligando aos profissionais da comunicação, ampliando, dessa forma, as oportunidades de atuação nessa área. Além disso, quando essa memória organizacional vem carregada de depoimentos, isto é, de relatos orais, ela oferece a empresa vários benefícios, sendo que um deles é a valorização do colaborador, conforme constatado em nossa análise.


A Memória Organizacional, por meio dos relatos orais, é na verdade a oportunidade de a empresa trabalhar de forma estratégica o relacionamento com seu público interno. Outro ponto muito curioso é que o uso de encartes comemorativos está se tornando quase que tradição em nossa região, uma vez que já se percebeu em estudos anteriores outras iniciativas por parte de outras empresas. Contudo, é preciso atentar para as especificidades de cada empresa que trabalha o resgate de memória. Não se pode produzir generalizações. Aqui neste estudo é positivo ver que nossa região está se diferenciando de outras partes do país ao trabalhar a história das empresas por meio de encartes comemorativos e, principalmente, por meio do uso das narrativas orais para o relacionamento com o público interno.


Então, é difícil se construir a memória organizacional só com arquivos históricos. É preciso procurar nas pessoas os detalhes da história que cada um tem para contar, as experiências vividas que permanecem vivas através de sentimento e emoção de cada indivíduo. Percebe-se nos funcionários entrevistados através dos seus depoimentos que todos falam do acolhimento, do orgulho de estar ali, de se sentirem valorizados, de considerarem a empresa sua segunda família.

É com louvor que este trabalho finalizou com a percepção de que está havendo resgate histórico na região Vale do Rio Pardo e que, principalmente, são os profissionais da comunicação que estão trabalhando isso de forma estratégica, semelhante aos trabalhos desenvolvidos na região do Sudeste. O entendimento da importância da construção da memória organizacional como importante ferramenta de relacionamento interno está evoluindo, valorizando assim os colaboradores. É desta forma, que nos parece que inicia a história de uma empresa, isto é, são as pessoas envolvidas com a instituição que fazem a história, elas que ajudam a escrever e manter viva essa memória organizacional.


Finalizo este post com algumas indagações que ao final do trabalho surgiram e que ainda podem servir como tema para muitos trabalhos: será que o jornal, por meio de encartes comemorativos, ocupa um espaço maior em instituições que não possuem a estrutura de endomarketing e de profissionais de Relações Públicas? Será que a memória organizacional não deveria ser o ponto chave para se trabalhar outras ações estratégicas de comunicação, isto é, na verdade o planejamento estratégico de comunicação não deveria partir de acordo com a história de cada instituição? Uma vez que é a memória que tem a base da empresa, os valores a serem resgatados e que deveriam permear todas as atitudes tomadas tanto da direção como funcionários. Além disso, sabemos que hoje a região do vale do Rio Pardo, mais especificamente Santa Cruz do Sul, segundo dados do IBGE (2010) têm-se uma média salarial mais alta do país, será que isso significa funcionários mais satisfeitos? E, ou mesmo com salários mais altos ainda há uma insatisfação por parte dos funcionários? São questões muito interessantes, que devem ser trabalhadas, pois são a partir delas e de outros estudos de comunicação que mostram ao mercado a importância desses profissionais.

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