Campanha "Ser gentil é legal"

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Alunos da disciplina de Campanha de Relações Públicas, gerenciados pela Prof. Ana Maria Stroschöen, estão promovendo pelos setores de atendimento da UNISC a campanha “Ser gentil é legal”. Na última quarta-feira, o grupo, uniformizado com a camiseta da campanha, passou pelos setores de atendimento ao aluno: laboratório de informática, biblioteca, setor financeiro e protocolo/secretaria geral.

Entre as ações dessa noite, estavam a entrega de adesivos da campanha, gôndolas levando a frase “Pelo que você quer ser lembrado?”, e miniaturas das gôndolas fixadas a pirulitos e chocolates. As artes são de autoria de: "Ser gentil é legal" - Agência A4 e Publicidade e Propaganda do Curso de Comunicação Social; "gôndola" - Everton Teixeira, da Assessoria de Comunicação e Marketing da Unisc. A campanha tem patrocínio de Postos Shopping Car, Brasil Urbano, Arroz Prato Fino e Boavistense.

A ideia da campanha surgiu pela preocupação na perda dos valores principais por parte das pessoas, que aprendemos desde a infância. “Obrigado”, “Por favor”, “Com licença” são chamadas de palavrinhas mágicas, porém atualmente é raro ver as pessoas incluindo-as no seu dia a dia.

Ao definir o público-alvo da campanha, pensou-se nos setores de atendimento ao aluno, onde geralmente ocorrem situações de desentendimento, discussões e tensões na hora de resolver problemas. Para tanto, foi feita uma pesquisa nesses setores, que são: protocolo, setor financeiro, biblioteca e laboratório de informática.

Após coletar as principais informações, percebeu-se o grau negativo que andam as relações entre alunos/funcionários, motivados muitas vezes por falta de informações. Com a campanha, que teve seu pé inicial no mote “gentileza gera gentileza”, pretende-se conscientizar a todos que o mau tratamento, rancoroso e ofensivo, não leva a nada.

A primeira ação foi um sucesso, e já se notam os resultados nesses dois dias que se passaram (Culpe Meu Eu Lírico e Jornalismo Online Unisc). A próxima ação será realizada no Centro de Convivências, na hora do intervalo de aula, com entrega desses materiais citados acima, além de uma interação com músicas, videoclipe, e slideshow com as fotos da primeira ação.

A galera da campanha "Ser gentil é legal" convida a todos a comparecerem no Centro de Convivências da UNISC, dia 02/06, à partir das 20h.

Palestra com Ilza do Canto - Marketing Político

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Na próxima segunda-feira, 31, acontece uma palestra sobre Os desafios da atuação do profissional de comunicação na área política, evento planejado pela disciplina de Relações Públicas Governamentais aqui da Unisc. A palestrante é Ilza do Canto, Relações Públicas formada pela UFRGS e que possui grande experiência na área de assessoria política.

Ilza é assessora de comunicação da bancada do PT na Câmara Municipal de Porto Alegre e da Coordenação de Programa de Governo do PT/RS, assessorou o vereador e candidato do PT a vice-prefeito de Porto Alegre nas eleições de 2008, Marcelo Danéris e também já atuou como Relações Públicas, como Coordenadora de Relação Públicas e como Coordenadora Geral de Comunicação Social da Prefeitura de Porto Alegre. Atualmente participa da assessoria do candidato à reeleição, Deputado Estadual Raul Pont, da candidata à Deputada Estadual, Vereadora Maria Celeste.

No bate-papo, previsto para iniciar às 19h30, a convidada irá apresentar um relato da sua trajetória na área da comunicação governamental e política, os desafios da atuação do profissional de comunicação/relações públicas na área política e abordar o case da candidatura a vice-prefeito do PT em Porto Alegre nas eleições de 2008, abordando as estratégias de comunicação adotadas e a atuação do relações públicas na assessoria política. O evento acontece na sala 101, bloco 1 do campus da Unisc de Santa Cruz do Sul.

Acima o convite elaborado pela Assessoria de Comunicação, com ajuda da colega Gisele. O blog convida a todos a participarem deste evento.

IV Congresso Abrapcorp (2º dia)

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...continuando o relato sobre o IV Congresso Abrapcorp.

21/05 – Segundo dia

Conferência com Stefano Rolando (Universitá IULM – Milão): Comunicação Pública: interesses públicos e privados.


Com o auxílio de uma tradutora simultânea, conseguimos acompanhar perfeitamente a palestra do italiano Stefano Rolando, que iniciou falando: o branding é dominante na comunicação pública.

Falando das estruturas da comunicação pública, ele diz: uma cidade é uma comunicação pública. Um projeto é uma comunicação pública.

Desde a antiguidade já se denotava a importância de manter uma ordem entre o sistema governante e o governado. Nessa fala, Stefano mostrou a obra intitulada “Alegoria do Bom Governo”, de Ambrogio Lorenzetti.


Antigamente, também, a comunicação era reservada ao símbolos e à arte.

Havia as estratégias e preocupações com imagem e reputação.

A comunicação pública é gerida pelas instituições.

A felicidade é um sentimento coletivo. “Todos merecem felicidade na sua plenitude”, comentou Obama na sua candidatura.

O relato dos interesses comuns é uma questão moderna da sociedade: em um lado pedem socorro, de outro pedem crescimento.

A condição para a felicidade é que exista uma cultura consciente de que não bastam operadores do direito e os operadores da economia para realizar uma boa administração.

Comunicadores públicos: arquitetos sociais – produzem “pontes” entre público e governo.

A comunicação pública não é um instrumento de poder, mas território em que muitos exigem legítimos interesses.

Usam a informação e comunicação não apenas para vender algo, mas também para o relato de identidade, visão e objetivo.

Na comunicação de utilidade pública há espaços para:


  • a comunicação política;

  • a comunicação institucional;

  • a comunicação social;

  • a comunicação da empresa.

Painel 2 – Estratégia e produtos de comunicação do Estado

# Primeira exposição foi de Sandra Massoni (Universidade do Rosário – Argentina)

Comunicador estratégico: escutar o outro, mediar, desenhar estratégias, desenhar equipes. Saber uma comunicação macrossocial.

Obs: infelizmente, não consegui “acompanhar” mais a explanação dela, visto que ela falava seu espanhol de forma totalmente rápida e passava slides também de forma muito rápida. Na maior parte da palestra, inclusive outras pessoas comentaram, ao tentar compreender o que ela falava, por causa do espanhol, se perdia o contexto do que era exposto.


# Segunda exposição foi de Maria Helena Weber (Ufrgs)


Maria Helena falou sobre Estratégias da Comunicação Pública do Estado. Trouxe os seguintes tópicos que ela identifica nessa comunicação. Passos a serem seguidos para realizar uma boa gestão na comunicação pública:


  • Visibilidade

  • Imagem pública

  • Accountability

  • Autonomia

  • Reconhecimento

  • Pertencimento

  • Amplificação

  • Repercussão

  • Interatividade

  • Acessibilidade

  • Organicidade

  • Funcionalidade

  • Publicação

  • Informação

  • Propaganda

  • Instrumentalização

  • Profissionalização

  • Debate público

  • Memória

  • Prestação de serviços

# Última exposição foi de Jorge Antônio Menna Duarte (UCB – Secom – Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República)


Pra mim, disparado, a melhor palestra!

Jorge trouxe em slides todo o trabalho que a Secom realiza para o Governo da República. Em exemplos práticos (o melhor é sempre visualizar como são as coisas na prática!), mesmo de forma superficial, ele mostrou como é o trabalho, as estratégias que eles utilizam, além de mostrar como é importante a comunicação pública na prática.

Nesse sentido, ele disse: todo cidadão deve ter acesso e informação para sua inserção na sociedade e o exercício de seus direitos.

Até alguns anos atrás, qualquer problema se resolvia com imprensa ou publicidade. Agora deve ser com a comunicação integrada.

Todo o trabalho que a Secom realiza, de informação e comunicação é feito para o público.

Seus princípios são:


  • Democratização da informação

  • Perspectiva do cidadão

  • via de mão dupla

  • Regionalização (ele comentou que, a cada release produzido pela Secom, são feitos no mínimo 27 modelos com enfoques diferentes para atender ao tipo de cultura de cada Estado. Segundo ele, isso dá mais resultados e tem mais destaque)
Suas funções com o governo, entre outras, são contribuir para a viabilização das políticas públicas.

Mais informações podem ser conferidas na página da Secom.


GT 2 – Processos, políticas e estratégias de comunicação organizacional (Coordenada pela Prof. Cleusa M. Andrade Scroferneker – PUCRS)


Dentre os diversos trabalhos apresentados nesse GT no segundo dia, o que mais me chamou a atenção foi o trabalho de Rosângela Florczak (ASCOMK/RS): “O lugar da comunicação na gestão educacional: dimensões possíveis”.

Mais uma vez, trouxe-se exemplos práticos, possibilitando uma visualização da dimensão das ações de relações públicas que foram feitas.

Segundo Rosângela, sua agência foi chamada para auxiliar uma escola que estava tendo um déficit na imagem e reputação do seu ensino médio. Evasão de alunos, além da baixa procura pelo ensino médio dessa escola.

Na reunião entre assessoria e diretoria, a primeira questão, o primeiro pedido das diretoras foi: fazer divulgação – vídeo, panfletos, etc.

Sabendo que esse tipo de trabalho não atrai mais o resultado esperado, as integrantes da assessoria proporam que tivessem liberdade de planejar uma campanha completa para a escola.

Então, o que foi feito: primeiramente, uma pesquisa com os públicos da escola para tirarem a temperatura do que estava acontecendo (isso é tão óbvio quanto 1+1=2). Os públicos: diretoria, professores e alunos. Descobriu-se que o que provocada a perda de interesse pelo ensino médio era a estrutura da escola, além da forma como era conduzido o ensino. Os alunos disseram: “quando vou para a escola, parece que é outro mundo. Não é o mesmo mundo que eu vivo quando estou em casa, quando estou com os amigos”).

Resultado: as diretoras conseguiram enxergar com mais clareza onde estavam os problemas e por onde começar. Segundo Rosângela, vai completar um ano que ações e melhorias estão sendo implementadas e já é possível identificar fatores favoráveis dessa mudança na imagem da escola.



Termino aqui o relato sobre o IV Congresso Abrapcorp. Espero que tenham gostado!

IV Congresso Abrapcorp

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A pedido de alguns colegas e professores que não puderam estar presentes, vou relatar um pouco do que vi no IV Congresso Abrapcorp, que aconteceu dias 20, 21 e 22 de maio na PUCRS, em Porto Alegre.



Tanto pra mim, quanto pra minha colega que estava comigo, Gisele Simão, foi uma ótima experiência. Vimos autores com os quais já estamos acostumadas a trabalhar seus livros na faculdade, vimos alunos de diversos outros estados. Além de excelentes profissionais e estudiosos da área de Comunicação Pública (tema do congresso) que passaram pelo palco do teatro do bloco 40 e pela Famecos.



É difícil falar sobre tudo que vimos lá, visto que foram diversas palestras ricas em informações e teorias. Por isso, vou tentar fazer um “apanhado” de algumas palestras que assisti, com as anotações que fiz durante as mesmas. Peço um pouco de compreensão caso os relatos não estejam passando coerência, mas tentei resumir o que pude, caso contrário ficaria muito extenso.



20/05 - Primeiro dia

Conferência de abertura com Nicole D’Almeida (Universidade de Paris-Sorbonne): Opinião pública e construção da imagem institucional


Nicole começou sua palestra falando sobre as tentativas de definição da comunicação organizacional dinâmica da construção social. Ela comenta que são inúmeras as tentativas de definição que giram em torno de muitos conceitos, de uma perspectiva profissional e científica, além de buscar a legitimidade do campo.



Dentro da comunicação organizacional, existem mais de 250 diferentes funções. E o que deve prevalecer é a unificação por meio de convergência progressiva das áreas – marketing, relações públicas e administração.



Falando um pouco sobre as áreas, Nicole comenta:

- O marketing (vendas) cresceu por necessidade de diferenciação por parte das marcas/organizações;

- A publicidade e a propaganda é a arte de “convencer ser”. Introduz a mídia no binômio oferta-procura;

- Relações públicas se dedica a promoção de uma causa.



A tentativa de construção da imagem, a partir dos interesses do mercado, requer a atuação do marketing e das relações públicas. Porém, acaba por acontecer uma disputa entre essas duas áreas, e uma sempre prevalece à outra.



Sobre o público interno, Nicole comenta os “relatos do bem comum”, que são os relatos da casa. A organização deve ser um foco de relatos do seu público interno, relatos esses direcionados para o engajamento de todos.




Voltando mais ao tema comunicação, em modelo de conversação, diz que as organizações devem estabelecer uma relação com seus públicos: passar de uma relação vertical para uma relação horizontal.



Sobre comunicação pública, ela fala que é uma comunicação de eficiência, serve para mostrar que a empresa está bem.





Painel 1 – Os estudos de comunicação pública e política no Brasil: avanços e perspectivas



# A primeira exposição foi da Heloiza Helena Gomes de Matos (FCL).




Em uma de suas primeiras falas, Heloiza relacionou a comunicação pública ao accountability, (que é, segundo Wikipédia, um termo da língua inglesa sem tradução exata para o português, que remete à obrigação de membros de um órgão administrativo ou representativo de prestar contas a instâncias controladoras ou a seus representados; é a responsabilização das organizações em prestar contas).



Heloiza ainda diz que a universidade deve ser uma agente da comunicação pública, para contribuir com a racionalização do debate social.



As mídias, nesse campo, tem o intuito de informe, para a divulgação.



A comunicação pública abrange o político, o econômico e o social.



As organizações também devem incorporar a comunicação pública, não só o Estado.




# A segunda exposição do painel foi de Mariângela Furlan Haswani (ECA-USP).



Sua fala se inicia da seguinte forma: - sujeitos da comunicação pública, quem promove? Qual o objeto da comunicação pública?



No espaço abstrato onde acontece a comunicação pública, a quem se dirige? Ao cidadão. Sob o Estado, todos são inclusos e tem o direito de receber essa comunicação.



Todos os tipos de comunicação se dirigem a uma mesma pessoa, mas de formas diferentes. Espaço onde os interesses se convergem – esfera pública – interesse geral.



De que maneira se passa a comunicação pública? Diretamente e indiretamente, pelos meios de comunicação.



Diz o quê, essa comunicação? Tudo que for de interesse público.



O promotor/emissor pode ser público ou privado, Estado, mercado ou terceiro setor. Desde que haja o objeto central: o interesse geral.




Para quê? Promover a imagem, contemplar a enorme gama de responsabilidades do Estado. Informações simples, mas necessárias (prestação de contas).



Não só o Estado

deve ter essa prática. Comunicação pública é o privado, o governamental e o terceiro setor.






# Terceira explanação foi de Wilson Gomes (UFBA).



Wilson trouxe o tema Comunicação e Democracia. A comunicação pública tem por premissa, se ocupa com a comunicação e democracia e para ela.



O termo redes sociais existe há muito tempo. Quer dizer conexões que ligam as pessoas entre si.




Oficina 2 – Comunicação Digital (Silvana Sandini – PUCRS)




Silvana abordou as novas formas de comunicação e relacionamentos com os públicos através da evolução das tecnologias, da internet.



Antigamente, os problemas e dificuldades derivavam de conexões lentas.



Não foi uma evolução propriamente da área da tecnologia. O homem foi mudando e alterando suas práticas e acessos.



As novas possibilidades de interação atingem diretamente as estruturas das organizações.



Atualmente, deve-se fazer pesquisas em milhões de segmentos para saber qual a melhor forma de posicionar a empresa.



As empresas precisam estar preparadas para trabalhar com esse novo perfil consumidor: o “prosumidor” (consumidor independente, mais convicto de seus direitos e desejos; produz seus próprios conteúdos). Em muitos casos, é preciso uma profunda mudança na cultura dessas organizações.



Silvana trouxe uma citação de Henry Srour: “nas organizações, a cultura impregna todas as práticas e constitui um conjunto preciso de representações mentais, um complexo muito definido de saberes”.



Web 2.0: busca a ruptura da forma e do conteúdo. Reduz a necessidade de complexos conhecimentos técnicos. O usuário é convocado a produzir dados livremente. O usuário não busca receber o dado “pronto”.




Web 2.0 é para ligar pessoas. Pessoas criando, produzindo, compartilhando.

Uma grande característica da internet ganha uma proporção fenomenal: “todas as vozes têm a mesma força”.



Essa nova web traz vantagens para as pequenas empresas. Não precisam possuir um capital elevado para conseguir seu espaço de divulgação.



Porém, para algumas corporações, independente do porte, essa novidade representa dor de cabeça, pois os conceitos maniqueístas tendem a se confundir na voz de milhões de pessoas.


Até pouco tempo atrás, a decisão de estar na web era da empresa. Hoje ela não tem controle sobre isso. Pode estar na web de forma caluniosa, através de internautas insatisfeitos como clientes.



Para encerrar o relato do primeiro dia, trago um vídeo que Silvana passou na oficina, quando ela abordou sobre como os profissionais da comunicação devem assumir o controle, defender seu trabalho e fazer imperar sua capacidade, sua formação de comunicador.



video

Amanhã trago o relato do segundo dia, 21/05. Até!

Um canal chamado Ouvidoria

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Resolvi escrever um pouco sobre o que eu trabalho, a Ouvidoria, no meu caso atuo em ouvidoria hospitalar, uma área muito importante para as instituições e para o profissional de Relações Públicas. Acredito que é um importante instrumento de comunicação permanente entre a comunidade interna e externa com a instituição e que almeja a melhoria dos serviços prestados e um aumento do nível de satisfação dos públicos.

Este canal funciona para que qualquer pessoa possa manifestar suas opiniões sobre o atendimento, instalações e serviços oferecidos pela instituição. O órgão pode ser utilizado para reclamar de qualquer aspecto que seja considerado pelo usuário como insatisfatório, para sugerir alternativas que possam melhorar o funcionamento do hospital, para elogiar os aspectos positivos – como um bom serviço, um bom atendimento, o espaço físico ou qualquer outra coisa – ou para consultar, quando o usuário tiver qualquer dúvida sobre o que fazer, como fazer, a quem procurar e como proceder nesta ou naquela situação, dentro do hospital.

São diversos meios utilizados pelos setores de Ouvidoria para que o usuário não se intimide ao fazer qualquer colocação, formulários disponíveis nas caixas de sugestões, o telefone, contato pelo e-mail, pelo fomulário on-line ou pessoalmente. Evidencio que é importante atender cada solicitante com cortesia e respeito, evitando qualquer discriminação ou pré-julgamento com quem procura o serviço. O papel de quem realiza o trabalho de ouvidor é sempre atuar com integridade, transparência, imparcialidade, agilidade e precisão.

Esses dias estava lendo um texto de Rodrigo Cogo sobre as ouvidorias e como os Relações Públicas se encaixariam neste contexto, e resolvi recortar um trecho para postar aqui no blog, no qual concordo plenamente com ele, diz que "em organizações inseridas na área da saúde ainda, por sua vez pouco explorada, e que necessita de um trabalho sistemático de comunicação e de um eficaz gerenciamento da relação com seus públicos, a instituição da ouvidoria pelas organizações empresariais, de certa forma, evidencia o comprometimento dessas, quanto à prática da responsabilidade social, no sentido de despertar o exercício da cidadania no paciente-consumidor. Uma outra vantagem é a abertura de um canal com o usuário em que é dada a oportunidade contínua de melhorar, corrigir e prevenir problemas nessa relação, a fim de alcançar sua satisfação."

Com um olhar diferenciado de Relações Públicas e em cada atendimento, procuro posicionar a visão do cliente para a instituição e a da instituição para o cliente, é uma maneira de mediar conflitos, procurando fazer prevalecer a razão, o bom senso e a justiça, e em busca de uma situação em que as partes possam se sentir contempladas. Sem falar que para que o setor de Ouvidoria funcione mesmo, para que as pessoas se sintam seguras ao expressar a sua opinião quanto aos nossos serviços, precisamos sempre transmitir a seriedade do trabalho do setor, respeitando toda e qualquer manifestação, da forma mais fidedigna possível.

Alguns benefícios com a existência do setor de Ouvidoria:

- Aproximação dos diversos públicos com a instituição;
- Coleta de dados relevantes ao funcionamento da instituição;
- Esclarecimento de situações conflitivas;
- Ação em tempo oportuno, com a perspectiva de evitar processos judicias;
- Busca constante de identificar as necessidades latentes, tentando antecipar a percepção do cliente;
- Atuação no sentido de qualificar o atendimento e serviços prestados, influindo na satisfação do cliente;
- Fortalecimento da imagem da instituição junto aos seus públicos.

Relações públicas comunitária

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Estudando RP Comunitária e Terceiro Setor, percebemos como é uma questão ainda pouco debatida. Inclusive, é muito difícil encontrar profissionais que estejam trabalhando nessa área. Por isso, eu e a Cintia resolvemos falar sobre esse assunto. Num post anterior, a Cintia falou sobre a Comunicação Comunitária. Hoje, falo sobre a atuação do profissional de RP no cenário comunitário.



Trabalhar as relações públicas na área comunitária e suas entidades pode ser essencial na eficácia das ações propostas e alcançar o que se pretende. Na área comunitária, o público é tão importante quanto o público de instituições privadas, pois, ao contrário das organizações que direcionam as mensagens aos seus públicos, nas entidades comunitárias é o próprio público que produz e volta para ele mesmo a sua comunicação.

Sabemos que, dentro das comunidades, muitas vezes, formam-se mobilizações, reúnem-se líderes comunitários com seu povo para defender causas, lutar por direitos, exigir a democracia. Um projeto de mobilização social requer o compartilhamento de interesses, informações e discursos, o que envolve ações de comunicação, e esta deve ser bem feita, clara e cristalina, para poder ser entendida e atingir seu objetivo.


A partir disso, o profissional de relações públicas terá um amplo campo para atuar em benefício aos interesses comunitários de um grupo. Ele auxiliará na determinação de uma visão uniforme, no fortalecimento dos ideais e causas e no vínculo horizontal de todos os participantes, para que haja um posicionamento firme que construa e destaque a imagem que o movimento social quer representar.


O relações públicas comunitário não será mais um mediador das relações comunicacionais entre os públicos, ele será um facilitador, unindo o que for referente à causa para fortificar os laços e efetivar os objetivos. Este profissional irá atuar na comunicação comunitária de modo a realizar um trabalho com a comunidade, dentro dela e em função dela. Ele irá favorecer a compreensão, a articulação e a conscientização para uma determinada ação coletiva.


O intuito das relações públicas que trabalham a comunicação comunitária é provocar a mudança de comportamentos, seja dentro da própria mobilização, seja fora dela, estabelecendo a imagem a ser reconhecida por suas causas de existência. O trabalho deve ser continuo, conhecendo todos os participantes, entendendo seus motivos e interesses através de pesquisas de opinião e, a partir disso, desenvolver planos de ação para dar mobilidade permanente àquele grupo comunitário, além de criar canais de diálogos acessíveis a todos que desejem exprimir suas opiniões.


Na comunidade, tudo tem outro ângulo, outra forma de criar meios ou utilizar os já existentes para propagar a comunicação e as informações dentro dela originadas. As próprias emoções pessoais entram em jogo na hora de lidar com esse público, visto que muitas vezes estão unidos por causas nobres, lutas por direitos, reivindicações por melhorias e que, em certos momentos, mexe com as propriedades cognitivas e sentimentais de cada indivíduo.


Portanto, o profissional de relações públicas que irá atuar na área comunitária deverá ser um agente facilitador das relações necessárias ocorridas em detrimento de uniões e mobilizações de uma comunidade. Ele deve saber que meios oferecer, que ações propor, que informações reunir para que possa, juntamente com os atores, desempenhar um trabalho efetivo na realização da cidadania e na propagação da imagem a ser vista e reconhecida em outros meios da sociedade.


A divulgação das ações em meios comunitários se torna imprescindível, visto que é necessário que organizações privadas e governamentais percebam as causas propulsoras de tal agitação social. Essa questão poderá auxiliar na maior eficácia dos resultados esperados, além de reduzir o tempo de efetivação. Para isso, novamente surge o trabalho de relacionamento do relações públicas para situar a comunidade ou mobilização comunitária no reconhecimento por parte de todos, sendo assunto de divulgação em diversos meios, até mesmo nos midiáticos.


A atividade de relações públicas não se encerrará quando uma causa for ganha, uma luta tenha seu fim. Trata-se de um trabalho contínuo, legitimando as práticas comunitárias em diversos cantos da sociedade. Sempre haverá algo a ser melhorado, a ser buscado, em prol realização de vida de todos os cidadãos.

Encontro de Professores de RP da Região Sul

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Dia 19 de maio, quarta-feira próxima, acontecerá o “Encontro de Professores de Relações Públicas da Região Sul”, na Feevale - Novo Hamburgo - das 14h às 18h. O evento surge no intuito de reunir professores e coordenadores dos cursos de Relações Públicas das Universidades do Rio Grande do Sul, a fim de discutirem a bibliografia básica dos cursos, unificando as referências.

Este será o 4º encontro. Nos últimos três, foram discutidos os problemas, dificuldades e necessidades que todos os cursos possuem. No blog Ocappuccino há um post com mais informações.

Procuramos a Coordenadora do Curso de RP da Unisinos, Erica Hiwatashi, para saber maiores informações sobre essa iniciativa, ao que ela respondeu: Já ocorreram várias iniciativas. Uma na Feevale, outra na PUC, e a última é essa que começou com uma reunião chamada pela Unisinos. E nesta, os coordenadores que atenderam o chamado estão trabalhando dedicadamente para a concretização de uma união entre os professores e coordenadores dos curso de Relações Públicas no Rio Grande do Sul, e quem sabe ampliar para o Sul do país. Então, os que estão participando ativimente: UNISINOS, ULBRA, FEEVALE, FACATT, UFSM/CESNOR (Frederico Westphallen),UNIVATES, UFRGS, e UNISC. Não conseguimos contato com a UNIJUÍ, mas prentendemos contar com eles.

Questionando sobre como foi a adesão por parte dos cursos e Universidades à essa iniciativa, Erica relatou: a adesão foi excelente. Estamos com uma representatividade grande, e todos os professores desses cursos estarão presentes para discutirmos assuntos comuns. Já temos inclusive a adesão de professores de outros estados. O evento já faz parte de atividade pré-congresso do evento da Abrapcorp. Assim, inauguramos um evento de união da categoria com boas perspectivas. O evento é dia 19 de maio, das 14h as 18h, na Feevale.

No último encontro, a Profª. Ana Maria Strohshöen foi representando o curso de RP da UNISC. Pedimos a ela que nos contasse um pouco como foi: Naquele dia encontramos os colegas e discutimos o conteúdo deste próximo encontro. Uma das propostas foi rever as bibliografias das disciplinas de relações públicas, uma homenagem para o professor Simões e sobre, quem sabe, criar um prêmio na graduação para melhorar a divulgação da área (não só prêmio do Intercom) com apoio do Conrerp. Sempre é importante discutir com colegas de outras instituições problemas e soluções. O encontro enriquece, aproxima. É o que tanto falamos em relações públicas: aproximar, dialogar, ter ações em cima de estratégias estudadas.


Desta vez, quem irá representar a UNISC será a Profª. Mônica Pons, também Chefe de Departamento do curso de Comunicação Social.

Comunicação comunitária

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Hoje abordaremos a Comunicação Comunitária e o envolvimento do profissional de Relações Públicas neste contexto. É levando em consideração que a atividade de qualquer empresa não é exercida em um deserto e que o ponto de vista de seus vizinhos não pode ser deixado de lado é que optamos por mencionar esta relação. Para iniciar enfatizo este público importantíssimo para os profissionais da área, a comunidade, que pela vivência próxima, compartilham um conjunto de interesses em comum.



A comunicação comunitária acontece quando é direcionada para a comunidade, diferentemente da comunicação massiva, que também podemos ver alguns interesses da comunidade expostos, mas não tão bem direcionados como nos meios encontrados na comunicação comunitária. Os dois meios se complementam. Os meios de comunicação comunitária não têm a mesma forma que os de comunicação massiva, mas nem por isso deixam de dar sua contribuição ao conjunto da sociedade.


A Comunicação comunitária tem um compromisso com a sua comunidade, é uma comunicação participativa que mescla os interesses particulares com o comunitário. Geralmente ela parece para mencionar uma prestação de serviço, um aviso a comunidade, valorizar a cultura local e incentivar a participação dos moradores na solução dos problemas, para fomentar uma mobilização social em prol de desenvolvimento. O comunicador comunitário pode ser um morador ou todos os moradores que usam de uma linguagem clara e específica de cada comunidade para que os demais moradores compreendam melhor o conteúdo de suas informações.


Os meios de comunicação utilizados na comunicação comunitária geralmente são os que melhores se adaptam a cada comunidade, entre eles cito o jornal, rádio, TV, murais e folhetos. Estes meios se sustentam através de anúncios de empresas locais, financiadoras de projetos, rifas, festas da comunidade e a colaboração dos próprios moradores na sua elaboração.


A comunicação comunitária nasceu da necessidade de democratizar a comunicação, importante alternativa de promover e ampliar o debate sobre as relações entre comunicação, comunidade e educação. Veio com o intuito de dar voz às pessoas, expressar os seus problemas, que com a manipulação das grandes empresas de comunicação não havia a possibilidade de ter. A comunicação comunitária tem outra característica: o trabalho social, onde se percebe uma grande força de vontade de se fazer comunicação.


Aí entram as empresas que, pelo interesse e dever que possuem, contribuem para exercer uma verdadeira função social a serviço da coletividade, não devendo ficar isolada e cega para a realidade local, onde muitos de seus colaboradores moram e constroem suas vidas. Manter contato com a comunidade já é tido para algumas empresas como obrigação, pois está comprovado que más relações são geralmente prejudiciais aos negócios de uma empresa, e com isso devem demonstrar entusiasmo e espírito de vizinhança que possuem com os próprios funcionários.


Qualquer instituição é parte de uma comunidade e, por isso, deve levar suas posições à discussão da população e ouvir reivindicações que a afetam, impedindo que as empresas fiquem encerradas sobre si mesmas. Nisso entra o profissional de Relações Públicas, elaborando e executando muitos projetos na área de responsabilidade social.


As ações de responsabilidade social voltadas para a comunidade, diretamente ligadas as Relações Públicas, são projetos que englobam concursos, manifestações artísticas ou culturais, auxílio às escolas, oficinas com os moradores, como também questões emergenciais com donativos, ajuda de custo e campanhas direcionadas ao meio ambiente, apoio a creches, melhoria pedagógica, combate às drogas. Ou seja, qualquer ação que promova o desenvolvimento e o bem estar de uma localidade.


No próximo post, abordaremos as Relações Públicas Comunitárias. Até lá!

O profissional de relações públicas

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Se tem algo essencial de presenciarmos durante a vida acadêmica é como os profissionais da área em que queremos seguir atuam. Seja através de entrevistas, estágios, eventos ou por simples admiração. Sabemos que, na prática, todo o contexto muda, e precisamos ver como as teorias que nos são expostas dia após dia funcionam de fato, por meio de implementação de ações estratégicas e de como são as reações a elas por parte dos públicos, se atingem o objetivo proposto.



Por conta disso, hoje estamos iniciando um tema que pretendemos fazer virar prática desse blog: a entrevista com o profissional. Para iniciar com o pé direito, trazemos uma profissional que está tendo um grande destaque na nossa cidade, Santa Cruz do Sul. Faz mais de um ano que ela atua como relações públicas de algumas empresas, prestando consultoria, fazendo reposicionamento de marca no mercado e trabalhando a comunicação, e há um mês abriu sua própria agência, a Adega de Ideias, juntamente com uma sócia também relações públicas. Roberta Souza e Silva é graduada em Relações Públicas pela UNISC (Universidade de Santa Cruz do Sul) e mestre em Gestão Estratégica das Relações Públicas pela Escola Superior de Comunicação Social - Instituto Politécnico de Lisboa – Dez/2009.




Procurei fazer perguntas simples, mas diretas, que obtivessem respostas amplas, para se ter bem a noção de como é o trabalho da Roberta. Por isso, iniciei pedindo que ela me dissesse como é a Roberta como relações públicas e com as relações públicas, ao que ela me disse:



Roberta: - É um desafio muito grande, pois o trabalho é muito de conciliar interesses. Tem que ter muita diplomacia sempre, pois o teu cliente quer uma coisa, e o cliente do teu cliente quer outra coisa. Como, por exemplo, o momento de pensar as estratégias, quando está na fase de planejar. Agora no início do ano, passamos por um planejamento 2010 com todas as empresas que trabalhamos. E o que a gente faz: sugerimos tais e tais estratégias, e vem o cliente e diz: - mas acho que minha empresa não precisa disso. Porém, com teu olho de ‘comunicador’, tu sabe que aquilo é o ideal para aquela empresa. Como eu sempre digo: - A empresa para o empresário é como um filho, e um filho nunca tem problema! Portanto, temos que sempre estar encontrando formas de falar a verdade. Por isso uma coisa que trabalhamos muito, que é em favor do RP, é com a pesquisa. Se tu quer dizer para o teu cliente que ele tem que mudar, e ele não consegue enxergar isso, podemos usar a pesquisa para mostrar para ele que o caminho é a mudança. Até porque, dificilmente o cliente, quando reclama, não reclama para o dono da empresa, ele simplesmente deixa de ir. E o que eu sinto como RP, por ter tido 8 anos de vida acadêmica, e agora mais de um ano como vida profissional, é um desgaste psicológico muito grande, porque, por exemplo, eu mando de 20 a 30 e-mails por dia, então fico sempre naquela expectativa: - o que será que eles acharam? Será que eles estão concordando com o que eu estou dizendo? Concordando com o que eu estou achando melhor para a empresa deles? Então eu tenho que sentar no meu escritório todos os dias e estar com o meu psicológico bem preparado. E como a gente trabalha muito com parceria – e é uma coisa que eu acho que funciona muito bem, dá muito resultado – tu tem que ter certeza de que o que tu está propondo para um vai ser bom para o outro também. Então... é uma coisa bem complicada. Mas é muito bom. É isso, é lidar com o ser humano. Hoje ele vai estar super feliz porque ele passou um final de semana ótimo, ou ele vai estar estressado porque é segunda-feira e ele já está se incomodando. Além de conhecer muito bem a empresa do teu cliente, tu tem que conhecer muito bem com quem tu está lidando, pra saber como tu vai fazer as abordagens.



Após essa conversa inicial, questionei à Roberta como, para ela, foi chegar ano passado, depois do mestrado, e seguir na área como profissional autônomo. Por que ela não foi correr atrás de nenhuma empresa?



Roberta: - Tudo começou quando eu vim em agosto de 2008, passar férias no Brasil, pois eu estava fazendo mestrado em Portugal. Meu irmão, que é programador de software, sugeriu que a gente passasse a trabalhar junto, porque comunicação e tecnologia da informação trabalham bem próximos. Ele me sugeriu que eu estudasse algum dos clientes, para ver se eu poderia propor alguma coisa de comunicação pra eles. Dei uma estudada junto com ele, mas então surgiu a Julia Camargo, que é minha amiga há anos, e que tem sua própria empresa (Julia Camargo Designer de Acessórios), que me procurou, pois achava que a condição para alavancar o negócio era ‘atacar’ com alguma estratégia de comunicação, de relações públicas. Eu nunca pensei em trabalhar com consultoria, na faculdade a única coisa que me chamava a atenção era responsabilidade social, e eu sempre quis ser professora, por isso fazer o mestrado logo depois da graduação. Então comecei a trabalhar com a Julia Camargo, e logo ela passou meu contato para a dona da loja Puchullu (loja de roupas), e agora estou há mais de um ano trabalhando com comunicação empresarial. Eu nunca divulguei meu trabalho. Até tenho um certo receio, porque quando tu divulga, tem que ter certeza que terá estrutura para atender a demanda. E ainda quero trazer profissionais de outras áreas, pois os clientes já estão pedindo. Faz falta um publicitário e em breve também um jornalista, além de um estagiário de RP. Quero trabalhar com a integração das áreas.



Até agora, teu trabalho foi todo no boca a boca. Como essas empresas que tu trabalha descobriram o teu trabalho?



Roberta: - Começou com a Julia Camargo, que me passou pra Puchullu, que por sua vez são donas de 3 empresas (Puchullu, Puchullu Profissional que trabalha com uniformes, e a Center Tecidos), e as 3 trabalham com a comunicação de forma diferente. Depois, eu tinha 3 amigas que prestavam serviço terceirizado para a Phillip Morris de terapia ocupacional, e conforme foram fazendo sucesso com o trabalho, elas quiseram oferecer esse serviço para outras grandes empresas da cidade (clínica de serviço de terapia ocupacional), e elas depois me indicaram para a Academia Alternativa.



Tu acha que se tu divulgasse teu trabalho, em algum veículo de comunicação aqui na cidade, despertaria o interesse das empresas, por conta própria, a procurarem a agência?



Roberta: - Acho que não. Por isso é que a gente prefere muito mais trabalhar primeiramente com relações públicas pra divulgar as empresas, do que propriamente a publicidade. Tu pega o nome Adega de Ideias, é um nome vazio para todo mundo. Mas se tu encher de significado aquele nome, a perspectiva muda, a pessoa vai pensar de forma diferente, porque tu vai dar significado para aquilo. A minha opinião como RP é que a publicidade não faz esquecer a marca quando ela já tá bem estruturada na cabeça das pessoas. A pessoa só passa a registrar o que significa Adega de Ideias, por exemplo, quando alguém comentar com ela o que é, saber de algum evento que organizamos, alguma participação nossa, mas se ela ver só o anúncio no jornal, vai passar 5 dias e ela vai continuar não sabendo o que significa mesmo a Adega de Ideias.



Nas matérias que já saíram no jornal, sobre os teus clientes, tu assinava em alguma parte da reportagem: “foi uma promoção da relações públicas”... ? Digo isso, para as pessoas verem, perceberem que aquela ação, aquele evento, foi promovido por uma relações públicas. Porque, aqui em Santa Cruz, mesmo tendo um curso de Relações Públicas, as pessoas ainda não sabem direito, não conhecem o que é RP. Saindo nas matérias, as pessoas podem mudar o conhecimento a respeito do que RP faz, ligar a profissão àquelas ações.



Roberta: - Às vezes eu assinei, outras vezes não. Mas no início tu não te dá conta disso. E eu nunca pensei que o interior tivesse com a mente preparada para a comunicação. Nunca pensei que o interior ia sentir que estava preparado, que ia pensar que o produto não é mais o que difere a empresa, que precisava diferenciar o serviço. Por isso até nunca tinha pensado em ter uma agência.



Gostaria que tu desse um exemplo de uma ação que tu sugeriu, bem específico de relações públicas, e que deu certo. Porque, nós que não estamos ainda em contato com a prática, temos só a noção da teoria, e sabemos que na prática a realidade é bem diferente.



Roberta: - Com certeza. Na faculdade a gente ouve “RP trabalha a imagem”. E tu pensa: como vou trabalhar a imagem? Não é uma coisa que tu toca, que tu escreve. Por isso que é difícil tu vender a comunicação, porque ela está dependente do entendimento que as pessoas vão ter. Tu está trabalhando baseada em fundamentações fortes, com o que tu conhece, conhecer teu público, tendo um foco de atuação. Mas às vezes tu acha que tua ação vai ser ótima, que as pessoas vão responder, mas no fim tu nunca sabe, né? Esse negócio da imagem, por exemplo, hoje eu consigo visualizar a construção de uma imagem de uma empresa depois de um período trabalhando a comunicação. Não vai ser com uma ação que aconteceu durante um mês, que no próximo mês “ó, tá aí tua imagem”. Isso eu vejo muito com a Puchullu, com todo o reposicionamento de marca (passaram de clientes C-D para clientes A-B), que foi feito, foi uma coisa que durou um ano no mínimo. A gente não deixava nenhum mês falhar sem fazer alguma coisa diferente na loja. E além de tudo, tu tem que ver quanto vai custar a tua ideia. Isso é o que é mais desafiador, porque a gente está aprendendo sozinha. Isso tudo que venho fazendo foi o que eu aprendi nos meus 8 anos de vida acadêmica, e que eu digeri as RP dessa forma. A maneira como eu trabalho hoje é a maneira como eu vejo as RP funcionando. Um exemplo de ação legal foi com a Center Tecidos, que foi bem a questão de estreitar relacionamento. Uma loja de tecidos existe porque alguém ainda costura. Por isso se pensou em fazer uma atividade junto às costureiras. Então elencamos as 20 costureiras que mais compravam na loja, para eu visitá-las, fazer uma pesquisa, entregar um presentinho, dizer que a Center Tecidos teria um canal de comunicação aberto. Colocamos um programa de pontos, que elas podiam indicar os clientes. Ainda depois tivemos um workshop que fizemos com elas, para discutir sobre as tendências da moda. Então, assim, qual foi a loja de tecidos que proporcionou um workshop pras costureiras que compram na sua loja pra falar sobre tendências? Então pra mim, a frase do RP é que o RP tem que gerar conversa, que é muito diferente de tu ler um anúncio. O RP tem que proporcionar experiência, coisa que a publicidade sozinha não faz. Até fizemos uma caixinha para entregar para cada uma, com produtos de costura e com cartões de visita delas, com o logo da loja atrás. Primeiro, ela vai falar, para os familiares no mínimo, que ela recebeu a visita da relações públicas da Center Tecidos. Depois, ela vai ficar com aquela caixinha e vai distribuir o cartão de visitas para as pessoas, e possivelmente ela vai relatar essa experiência para mais um monte de gente. Então, é o nome da tua empresa sendo falado e indicado por quem mais entende do assunto, quer propaganda melhor?



Isso mostra que vocês se preocuparam com o público de vocês. E isso não tem preço.



Roberta: - Todas aquelas ideias malucas que a gente tinha que ter na faculdade, no planejamento, criar ações para serem feitas... isso é o meu trabalho hoje. É viajar total. Claro que tem coisas que não são viáveis, são caras, mas a gente pensa em coisas que não sejam absurdas para o cliente. Até por que as ideias simples, mas criativas é que são as bacanas, então tu não precisa de muito dinheiro pra fazer a coisa funcionar.



Pelas ações delas, percebemos que elas não se preocupam em atingir o maior número de pessoas. Elas procuram atingir aquele determinado número de pessoas, e é isso que faz diferença, que faz a ação ser eficaz. Foi ótima a entrevista, com dicas valiosas e muito pontuais. Pessoalmente, acho maravilhoso esse passo que elas estão dando. Uma agência especificamente de trabalho de relações públicas. Isso vai ajudar a disseminar o conhecimento da área na nossa região. Temos ótimas agências de publicidade, de assessoria de imprensa, que possuem uma imagem consagrada em Santa Cruz do Sul, mas próprio de relações públicas, ainda não havia. Que elas continuem cheias de ideais, para cada vez mais propagarem o trabalho qualificado e competente que elas vêm executando. É de extrema necessidade que as empresas passem a enxergar a importância das relações públicas, tanto para ajudar elas próprias quanto para ajudar a nossa área.







“eu digo para as minhas clientes: vejam quais são as 10 clientes mais importantes e façam um contato pessoal, seja para um convite de lançamento, seja para dizer que chegou uma peça com a cara dela, ou seja para agradecer por uma presença, para parabenizar. O contato direto e o estreitamento desta relação é o que reverte definitivamente em venda”. – Roberta Souza e Silva, Relações Públicas.

Notícias do Curso de Relações Públicas - UNISC

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Como uma das propostas do blog é a divulgação e cobertura do que está acontecendo no nosso curso na UNISC, repassamos o seguinte aviso, a nós enviado para divulgação:

Colegas, acadêmicos do Curso de Relações Públicas da UNISC:

O IV Congresso Abrapcorp de Relações Públicas, que acontece entre os dias 20, 21 e 22 de maio, será em Porto Alegre, e terá como tema a "Comunicação Pública". Para tal, queremos organizar um ônibus, sendo que o Curso de Comunicação Social da UNISC ajudará com os custos da viagem, dependendo da quantidade de pessoas que irão, isto é, se "lotarmos" ou se conseguirmos uma quantidade mínima de pessoas.

À partir de hoje a noite, será disponibilizado na Coordenação do Curso, uma lista para que os interessados se inscrevam. Pedimos que os alunos assinem a lista até quarta-feira que vem, uma vez que o evento é daqui a duas semanas e precisamos negociar e contratar uma empresa que faça o nosso transporte até o local.

O ônibus, a princípio, deverá sair às 6h do dia 20 de Santa Cruz do Sul, e voltar no dia 22 por volta das 13h. Quanto a hospedagem, fica por conta da pessoa em conseguir e/ou negociar.

Para maiores informações do evento, abaixo segue o link do Congresso:
http://www.abrapcorp.org.br/

Dúvidas quanto ao ônibus:

aliners_m@hotmail.com

Att, Aline de Moura

Academica de Relações Públicas
- UNISC

Marketing Social

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Por Cintia Anton


O filme brasileiro "Quanto vale ou é por quilo?" de Bianchi, é uma comprovação de que nem tudo parece ser como verdadeiramente é. É preciso mais atenção perante as ações sociais de algumas empresas hoje no Brasil. Falo especificamento do Brasil, pois o filme retrata a realidade deste país na época da escravidão, onde os negros eram comercializados por mil réis e respondiam a um senhor (branco), e nos dias atuais, enfatizando muito a pobreza, a discriminação, a postura de Ongs e algumas empresas. O filme coloca de maneira descarada a condição que certas empresas impõe ao tentar fazer ou induzir o marketing social, comprando a imagem de uma pessoa, com bonés, bonecas, comida, roupas, ações errôneas que de uma maneira inconsequente auxília na permanência, lucratividade e gera imagem no mercado atual.

O filme amplifica e mostra a realidade dura de miseráveis no país, amplamente forte e com cenas impressionantes, sendo difícil escapar de críticas. É uma metralhadora que acerta Ongs, políticos, mal feitores, publicidade, enfim, gente que se aproveita da miséria para o seu fortalecimento, parecido como era na época da escravidão. Também é claramente notável a proposta do autor ao fazer esta comparação, visto que pouca coisa mudou no quesito social no país. Anotei uma frase em que ele fala "De acordo com os dados da arrecadação das aproximadas 20.000 organizações não governamentais, num prazo de dois anos, todos os moradores de rua poderiam receber um apartamento". Impressiona né?

O que gostaria de trazer para refletirmos aqui, e que acho que caiba a nós, Relações Públicas, é a oculta realidade que programas de assistências, ações de Responsabilidade Social, campanhas de publicidade e empresas que dizem que praticam Responsabilidade Social e na verdade se baseiam em programas mal feitos, ilusórios, que prometem angariar fundos e melhorar a realidade de sua comunidade. O filme mostra o outro lado, como acontece o desvio de verba, as promessas feitas e o que é realmente cumprido, a maneira que é utilizado as ações sociais hoje, que visam estritamente a divulgação e fortalecimento da imagem deixando de lado uma assídua assistência para o crescimento da sua comunidade.

Eu entendo por ação social uma adoção de comportamento, atitudes e práticas contínuas orientadas eticamente, respeitando os direitos humanos, que tenta transformar como um determinado tipo de público pensa, percebe uma questão e tenta introduzir mudanças comportamentais. O profissional de Relações Públicas que trabalha com ações sociais deve se nortear nisso para elaborar estratégias, onde a visibilidade institucional não é prioridade e sim consequência de boas ações. Programas responsáveis devem ser encarados como uma retribuição, uma necessidade de repasse, ao que a comunidade, público importantíssimo, faz pela empresa.

Não quero colocar na berlinda empresas e Ongs que desenvolvem sérios programas sociais, apenas quero aqui expor minha opinião para o que acredito que seja um programa de marketing, realizado para obter maiores vendas e marketing social, visando o assistencialismo para a comunidade. Quero dizer que me incomoda a posição de algumas empresas que maquiam mendigos para um comercial, só para uma fotografia e em seguida viram as costas. Apoio sim as grandes iniciativas, Ongs responsáveis, profissionais éticos, mas não podemos achar sempre que cada proposta social é norteada de idoneidade ética.



Ponto de vista de Elizabeth Huber Moreira (Professora da disciplina de Relações Públicas Comunitárias e Terceiro Setor):


"O filme trata sobre a realidade social brasileira, expondo de forma contundente as imensas diferenças sociais que temos e que enxergamos retratadas nas ruas diariamente. Os muito ricos, que invariavelmente querem lucrar ainda mais, ao lado dos muito pobres, que fazem de tudo para melhorar de vida. Desta forma, o filme questiona os valores e princípios que regem as relações humanas nesta intrincada teia que forma a nossa sociedade".

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